Vazamento de óleo no Rio Cupari ameaça Tapajós; ICMBio e Marinha agem
Vazamento de óleo no Rio Cupari ameaça Tapajós; ICMBio age

Equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e das secretarias de Meio Ambiente de Aveiro e Rurópolis, no oeste do Pará, já estão no local do vazamento de óleo no Rio Cupari para avaliar a extensão dos danos e iniciar medidas de contenção. O acidente ocorreu na última sexta-feira (26), quando um caminhão-tanque bitrem carregado com cerca de 20 mil litros de óleo queimado e óleo diesel tombou na Rodovia Transamazônica (BR-230), em Rurópolis. O combustível se espalhou pela pista e parte atingiu o rio.

Mobilização de emergência

Para reforçar a resposta ao desastre ambiental, o ICMBio acionou sua coordenação nacional de emergências ambientais e solicitou apoio urgente da Marinha do Brasil, pedindo embarcações, pessoal qualificado e redes de contenção para mitigar os impactos no manancial. A força-tarefa corre contra o tempo para evitar que o poluente atinja o Rio Tapajós, que banha cidades como Aveiro e Santarém, além de comunidades turísticas e ribeirinhas como Aramanaí, Alter do Chão e Ponta de Pedras.

Segundo relatos de moradores, as manchas de óleo já estão sendo levadas pela correnteza em direção à foz. Embora o Rio Cupari faça todo o limite sul da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, informações apuradas pelo G1 indicam que, até o momento, nenhum manancial interno da unidade de conservação foi afetado.

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Ações do ICMBio e monitoramento

Uma equipe do ICMBio já fiscalizou o local e abriu um processo interno de monitoramento da ocorrência. O objetivo é resguardar tanto a Flona do Tapajós quanto a Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns de potenciais impactos ecológicos, protegendo as populações tradicionais dessas áreas. "Uma equipe nossa do ICMBio já esteve no local, estou olhando o processo de monitoramento. Acionamos ainda a nossa coordenação de emergências ambientais e auxílio da Marinha. Para a Marinha pedimos apoio de barcos, pessoal, redes de contenção, recursos enfim para apoiar a mitigação do desastre", informou o representante do órgão federal.

Investigações e providências

A Secretaria de Meio Ambiente de Rurópolis informou que aguarda o retorno definitivo dos fiscais que estão em campo para mensurar a real dimensão dos prejuízos ambientais e finalizar o auto de infração. A carreta envolvida foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), e foram lavrados autos de infração iniciais devido a irregularidades no transporte do produto químico. Segundo as autoridades locais, a empresa proprietária do combustível está cooperando com as investigações e enviou equipes especializadas para auxiliar nos trabalhos de contenção.

Até a última atualização desta reportagem, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda não havia detalhado quais medidas federais seriam adotadas. O G1 solicitou posicionamento à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) e aguarda retorno.

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