Ibovespa fecha em alta com CPI dos EUA abaixo do esperado e recuo de Trump sobre Ormuz
Ibovespa sobe com CPI dos EUA e recuo de Trump sobre Ormuz

O Ibovespa encerrou em alta nesta terça-feira (14), com o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos abaixo do esperado e o recuo do presidente americano Donald Trump em relação à cobrança de uma taxa sobre cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz. A principal referência da B3 fechou com ganho de 0,51% aos 176.641,1 pontos, após oscilar entre máxima de 177.179,10 pontos e mínima de 175.742,87 pontos.

Mercado brasileiro beneficiado por múltiplos fatores

“No geral, o mercado brasileiro foi beneficiado pela combinação entre a inflação americana mais fraca, os bons resultados dos bancos nos Estados Unidos, os dados chineses e a expectativa de alguma possível saída diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

O CPI dos EUA caiu 0,4% em junho ante maio, segundo dados com ajustes sazonais. Na comparação anual, o CPI avançou 3,5% em junho. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam queda mensal de 0,1% e acréscimo anual de 3,8% em junho.

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Impacto nos índices de Nova York

O resultado colaborou não só para o desempenho positivo do Ibovespa, como também para a alta dos índices de Nova York. “Esse dado foi muito importante e ajudou a melhorar as perspectivas para a política monetária americana, que vinha num tom mais duro. O CPI favoreceu os ativos de risco”, diz Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.

Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq subiram 0,38%, 0,02% e 0,9%, respectivamente. Balanços de bancos ficaram no radar. O JPMorgan registrou lucro líquido de US$ 21,16 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta anual de 41%. As ações da empresa subiram 2,5%. Já o Bank of America (BofA) teve lucro líquido de US$ 9,1 bilhões no período, crescimento anual de 27%, o que impulsionou o avanço de 1,88% dos papéis.

Recuo de Trump sobre taxa no Estreito de Ormuz

O humor dos mercados também foi apoiado pela desistência de Trump de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz. O republicano afirmou que a medida será substituída por acordos de comércio e investimentos com países do Golfo.

Ainda assim, os contratos futuros de petróleo subiram no dia. O WTI para agosto fechou em alta de 1,53% a US$ 79,34 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para setembro, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou com ganho de 1,72% a US$ 84,73 o barril.

Petrobras e Vale

Depois de saltarem na última sessão, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) fecharam sem direção única nesta terça-feira. As ordinárias recuaram 0,5%, enquanto as preferenciais encerraram estáveis. Os papéis da Vale (VALE3), por sua vez, subiram 1,59%. Dados da China ficaram no radar. O país asiático acumulou superávit na balança comercial de US$ 125,6 bilhões em junho, consideravelmente maior do que o saldo positivo de US$ 105,43 bilhões de maio e acima da projeção de US$ 120,1 bilhões dos analistas da FactSet.

Dólar em baixa

No mercado doméstico de câmbio, o dólar encerrou em baixa de 1,06% cotado a R$ 5,0778, no menor preço desde 16 de junho. Já o índice DXY, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, teve perda de 0,31% a 100,919 pontos.

Maiores altas do Ibovespa

As três ações que mais valorizaram no dia foram Hapvida (HAPV3), Brava Energia (BRAV3) e Vamos (VAMO3). Hapvida (HAPV3) subiu 6,98% a R$ 11,19, registrando a maior alta do Ibovespa. A HAPV3 está em alta de 9,6% no mês, mas acumula desvalorização de 24,03% no ano. Brava Energia (BRAV3) avançou 6,49% a R$ 20,02, em linha com a alta dos contratos futuros de petróleo. A BRAV3 sobe 3,58% no mês e valoriza 19,41% no ano. Vamos (VAMO3) completou os destaques positivos com alta de 4,3% a R$ 3,15, subindo 12,1% no mês e acumulando queda de 2,17% no ano.

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Maiores quedas do Ibovespa

As três ações que mais desvalorizaram foram CSN Mineração (CMIN3), Ultrapar (UGPA3) e Azzas 2154 (AZZA3). CSN Mineração (CMIN3) tombou 6,42% a R$ 5,1, após oito sessões consecutivas de alta, em movimento de correção. A CMIN3 sobe 22,01% no mês, mas cai 2,3% no ano. Ultrapar (UGPA3) cedeu 2,65% a R$ 30,11, com alta de 15,54% no mês e valorização de 44,07% no ano. Azzas 2154 (AZZA3) encerrou em baixa de 1,93% a R$ 18,85, mesmo com queda dos juros futuros, que tende a beneficiar ações cíclicas. A AZZA3 sobe 5,43% no mês, mas acumula desvalorização de 25,08% no ano.