O Ibovespa registrou alta de 1,5% nesta quarta-feira, impulsionado pela disparada do petróleo, que elevou as ações da PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras. O movimento adicionou R$ 104 bilhões ao valor de mercado da B3, aproximando a bolsa brasileira da marca de R$ 5 trilhões. O dólar, por sua vez, subiu com a escalada das tensões no Oriente Médio, após o Irã reiterar sua doutrina de retaliação.
Petróleo lidera ganhos do Ibovespa
As ações da PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras lideraram os ganhos do Ibovespa, impulsionadas pela alta do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent subiu mais de 3% com temores de interrupção no fornecimento devido ao conflito no Oriente Médio. A Petrobras, maior empresa listada na bolsa, teve valorização de 2,8%, contribuindo significativamente para o avanço do índice.
Segundo analistas do Bradesco BBI, a maré começou a virar no mercado brasileiro, e o país é a principal aposta para investidores estrangeiros. “O Brasil oferece um cenário de juros altos e reformas estruturais que atraem capital externo”, afirmou um relatório do banco.
Dólar sobe com tensões geopolíticas
O dólar comercial fechou em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,45, refletindo a aversão ao risco global. O Irã reiterou sua doutrina “olho por olho”, afirmando que ataques contra o país serão retaliados. A declaração aumentou a incerteza sobre a estabilidade na região, pressionando moedas emergentes.
O mercado também monitora a tramitação de pautas econômicas no Congresso, como a PEC que propõe o fim da escala 6×1, que pode impactar o varejo. “A votação da PEC pode ocorrer após as eleições, mas gera incertezas para setores como comércio e serviços”, comentou um analista político.
Mercado de capitais aquecido
Além do Ibovespa, outros indicadores mostram dinamismo na economia brasileira. O leilão da BR-116, que prevê R$ 7,2 bilhões em obras, deve ter efeito cascata, segundo o FGV. Data centers de inteligência artificial podem destravar R$ 100 bilhões por ano no Brasil, beneficiando ações do setor elétrico e de infraestrutura.
No mercado de renda fixa, LCIs e LCAs devem pagar menos em 2026, com o fim da isenção fiscal no radar. Investidores buscam alternativas como Fiagros, que sofreram com inadimplência de CRAs, e FIIs que transformam agências bancárias em outros empreendimentos.



