Ibovespa sobe 1% e retoma 170 mil pontos com avanço de NY e acordo EUA-Irã
Ibovespa sobe 1% e retoma 170 mil pontos com NY e acordo EUA-Irã

O Ibovespa opera em alta de 1% nesta sessão, recuperando o patamar dos 170 mil pontos, impulsionado pelo avanço das bolsas em Nova York e pelo acordo entre Estados Unidos e Irã que autoriza a venda de petróleo iraniano por 60 dias. O movimento ocorre após cinco pregões consecutivos de queda, com investidores monitorando desdobramentos geopolíticos e dados econômicos.

Acordo EUA-Irã alivia tensões e estimula petróleo

O Tesouro dos Estados Unidos autorizou, após acordo, a venda de petróleo do Irã por 60 dias, medida que visa reduzir tensões no Oriente Médio e estabilizar o mercado de energia. A notícia foi bem recebida pelos mercados globais, com o petróleo Brent operando em queda, aliviando pressões inflacionárias. O Ibovespa reflete o otimismo externo, com destaque para ações de petroleiras e bancos.

Wall Street sobe e puxa mercados emergentes

As bolsas americanas operam em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq registrando ganhos, sustentados por expectativas de que o Federal Reserve possa desacelerar o ritmo de alta de juros. O movimento positivo contamina os mercados emergentes, incluindo o Brasil, onde o Ibovespa retoma o nível psicológico dos 170 mil pontos. O volume financeiro é moderado, com investidores aguardando a ata do Fed e dados de emprego nos EUA.

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Dólar recua e juros futuros caem

No mercado cambial, o dólar opera em queda ante o real, cotado a R$ 5,12, influenciado pelo fluxo positivo de capital estrangeiro e pelo acordo EUA-Irã. Os juros futuros também recuam, com o DI para janeiro de 2027 caindo 5 pontos-base, a 13,75%, em linha com a melhora do apetite por risco. A curva de juros reflete expectativas de que a Selic possa encerrar o ciclo de alta em breve.

Destaques do Ibovespa: BB Seguridade e Natura

Entre as ações do Ibovespa, BB Seguridade avança e entra em território de sobrecompra, com alta de 2,5%, impulsionada por recomendações positivas de analistas. Por outro lado, Natura segue pressionada, caindo 1,2%, em meio a preocupações com a demanda na América Latina. O setor de construção civil também se destaca, com oportunidades em meio a juros altos, segundo analistas.

Acordo EUA-Irã: impactos para o mercado de petróleo

O acordo entre EUA e Irã permite a venda de petróleo iraniano por 60 dias, o que pode aumentar a oferta global e pressionar os preços para baixo. A medida foi autorizada pelo Tesouro americano como parte de um esforço diplomático para conter as tensões na região. O mercado de petróleo reage com queda de 1,5% no Brent, cotado a US$ 82 o barril, aliviando custos para importadores como o Brasil.

Perspectivas: Ibovespa pode testar resistência

Analistas do Bradesco BBI avaliam que as ações brasileiras podem “vencer o Fed” e oferecem até 30% de upside, citando valuations atrativos e melhora do cenário doméstico. O Ibovespa, após romper os 170 mil pontos, pode testar a resistência dos 172 mil pontos nas próximas sessões, caso o otimismo externo se mantenha. No entanto, a volatilidade deve persistir com a proximidade da decisão de juros do Fed.

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