Ibovespa sobe mais de 1% e dólar cai a R$ 5,06 com exterior
Ibovespa sobe 1% e dólar cai a R$ 5,06

O Ibovespa fechou em alta superior a 1% nesta quarta-feira, impulsionado pelo otimismo nos mercados internacionais. O índice da B3 superou os 130 mil pontos, enquanto o dólar comercial recuou para R$ 5,06, refletindo o movimento de aversão ao risco global.

Desempenho do Ibovespa

O principal indicador da bolsa brasileira subiu 1,23%, aos 130.456 pontos, com apoio de ações de commodities e empresas ligadas ao consumo. O volume financeiro foi de R$ 28 bilhões, acima da média diária. Entre os destaques, as ações da Petrobras (PETR4) avançaram 0,8% e da Vale (VALE3) subiram 1,2%, acompanhando a valorização do minério de ferro no exterior.

Influência externa

As bolsas de Nova York também operaram em forte alta, com o S&P 500 subindo 1,5% e o Nasdaq avançando 2,78%. O mercado reagiu a resultados trimestrais positivos de grandes empresas de tecnologia, como a Microsoft, que superou expectativas de receita. O movimento de recuperação das techs impulsionou índices globais e beneficiou ativos de risco em economias emergentes.

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Na Europa, os principais índices fecharam em alta, com o FTSE 100 britânico ganhando 0,9% e o DAX alemão subindo 1,1%. O cenário externo favorável foi reforçado por dados de emprego nos Estados Unidos que vieram abaixo do esperado, alimentando expectativas de que o Federal Reserve possa cortar juros em setembro. Segundo analistas, a perspectiva de afrouxamento monetário aumenta o apetite por ativos de maior risco, como ações brasileiras.

Dólar em queda

A moeda americana caiu 0,78%, cotada a R$ 5,06, menor nível em duas semanas. O movimento acompanhou o enfraquecimento global do dólar frente a divisas de países emergentes. O real foi beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro para a bolsa e pela alta das commodities, que melhoram o saldo comercial brasileiro.

No mercado de juros futuros, as taxas recuaram, com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caindo para 12,1% ao ano. A expectativa é que o Copom mantenha a Selic em 10,5% na reunião da próxima semana, mas o mercado já precifica possíveis cortes no início de 2027.

Impacto para investidores

A queda do dólar pode beneficiar setores como varejo e aviação, que importam insumos. Por outro lado, exportadores de commodities podem enfrentar desafios cambiais. Para o investidor pessoa física, a valorização da bolsa e a desvalorização do dólar indicam um momento de cautela, mas com oportunidades em ações domésticas.

Especialistas recomendam diversificação em renda variável, com foco em empresas com bom histórico de lucros e baixo endividamento. O mercado segue atento aos próximos indicadores econômicos, como o IPCA-15 de julho, que pode influenciar as decisões de política monetária.

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