O Ibovespa saltou 2,44% nesta quarta-feira, 22 de julho, enquanto o dólar caiu para abaixo de R$ 5,05, em um dia marcado pela entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O movimento surpreendeu o mercado, que esperava volatilidade negativa. As blue chips, especialmente Petrobras e Vale, lideraram a alta, com a estatal subindo mais de 2%.
Petrobras dispara: 4 razões para a alta das ações
As ações da Petrobras fecharam em forte alta, impulsionadas por quatro fatores principais: (1) a valorização do petróleo no mercado internacional, que subiu 3% na sessão; (2) a expectativa de anúncio de novos investimentos; (3) a redução do risco político após declarações do governo; e (4) o fluxo de compra de investidores estrangeiros.
Governo anuncia pacote de R$ 18,5 bilhões
Em resposta ao tarifaço, o governo federal anunciou um pacote de R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas. O montante inclui linhas de crédito subsidiadas e desonerações temporárias. Segundo o Ministério da Economia, a medida visa mitigar os impactos da elevação de tarifas sobre exportações brasileiras.
Ibovespa atinge R$ 4,86 trilhões de valor de mercado
A bolsa brasileira atingiu R$ 4,86 trilhões em valor de mercado, o segundo maior da história em reais. O recorde absoluto foi registrado em maio de 2024. O avanço foi puxado por ações de commodities e bancos.
Fiagro desaba 25% após inadimplência de CRA
Em contraste, o Fiagro (fundo de investimento em cadeias agroindustriais) desabou 25% após a inadimplência de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). A gestora classificou a reação como “irracional” e afirmou que o impacto real é limitado.
Moody’s eleva nota da Argentina
A agência Moody’s elevou a nota soberana da Argentina, dando novo impulso aos planos econômicos do presidente Javier Milei. A decisão reflete a melhora nas contas públicas e o avanço das reformas.
PMEs acumulam R$ 80,6 bilhões em dívidas
Segundo a Serasa, o crédito caro e seletivo empurrou as pequenas e médias empresas (PMEs) para um endividamento recorde de R$ 80,6 bilhões. A taxa de juros elevada e a restrição de crédito são os principais fatores.
EUA associam desmatamento a concorrência desleal
Os Estados Unidos voltaram a ligar o desmatamento na Amazônia à concorrência desleal, defendendo a manutenção de tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita por representante do governo americano durante audiência no Congresso.



