O Ibovespa saltou 2,44% nesta quarta-feira, impulsionado por blue chips, enquanto o dólar caiu para R$ 5,05, em um dia marcado pela entrada em vigor do tarifaço nos Estados Unidos. O movimento surpreendeu analistas, que esperavam volatilidade com a nova política comercial americana.
Blue chips lideram alta
As ações da Petrobras subiram mais de 2%, impulsionadas por quatro razões principais: alta do petróleo no exterior, expectativa de dividendos, alívio no câmbio e notícias positivas sobre a governança da estatal. A Vale também contribuiu para o avanço, após eleger Ollie para presidir o conselho, reforçando a governança.
Governo anuncia pacote de R$ 18,5 bilhões
Para mitigar os efeitos do tarifaço, o governo federal anunciou um pacote de R$ 18,5 bilhões destinado a empresas afetadas pela medida. O montante inclui linhas de crédito subsidiadas e incentivos fiscais, segundo fontes oficiais.
Bolsa brasileira atinge R$ 4,86 trilhões
Com o salto, o valor de mercado da Bolsa brasileira chegou a R$ 4,86 trilhões, o segundo maior da história em reais. O recorde anterior era de R$ 4,9 trilhões, registrado em 2021.
Dólar recua e petróleo sobe
O dólar comercial fechou em queda de 1,2%, cotado a R$ 5,05, influenciado pelo fluxo de capital estrangeiro para a renda variável. No mercado internacional, o petróleo subiu 3%, estendendo ganhos pela quarta sessão consecutiva, o que beneficiou as ações da Petrobras.
Fiagro desaba 25%
Em contraste, o Fiagro (fundo de agronegócio) desabou 25% após inadimplência de CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio). A gestora classificou a reação como “irracional” e afirmou que o fundo tem provisões suficientes para cobrir o calote.
Moody’s eleva nota da Argentina
No cenário internacional, a agência Moody’s elevou a nota soberana da Argentina, dando novo impulso aos planos econômicos do presidente Javier Milei. A medida foi bem recebida pelos mercados emergentes.
EUA ligam desmatamento a tarifas
Os Estados Unidos voltaram a associar o desmatamento na Amazônia à concorrência desleal, defendendo tarifas como instrumento de pressão. A declaração foi feita por representante comercial americano, segundo agências de notícias.



