Ibovespa recua após subir mais de 1% com acordo EUA-Irã
Ibovespa recua após subir mais de 1% com acordo EUA-Irã

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, chegou a subir mais de 1% nesta segunda-feira (15) impulsionado pelo anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o movimento de alta se reverteu ao longo do dia, e o índice fechou em queda. O mercado reagiu positivamente à notícia, mas fatores internos e externos pressionaram os ativos.

Impacto do acordo nos mercados

O acordo entre EUA e Irã reduziu um grande obstáculo geopolítico que pesava sobre os mercados globais. A trégua no Oriente Médio trouxe alívio para o petróleo e para ativos de risco, como as ações. No Brasil, o Ibovespa abriu em forte alta, mas perdeu força com a realização de lucros e a cautela dos investidores.

As taxas do Tesouro Direito caíram, revertendo a precificação de alta da Selic. Isso ocorre porque o acordo reduz as pressões inflacionárias globais, diminuindo a necessidade de juros mais altos. Para a renda fixa, o movimento é positivo, pois taxas mais baixas valorizam os títulos.

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Setores mais impactados

As ações de companhias aéreas da América Latina dispararam com o acordo, já que a queda do petróleo reduz seus custos. Já a Petrobras e a PRIO sofreram quedas fortes, refletindo a desvalorização do barril. Analistas recomendam cautela com o setor de óleo e gás no curto prazo.

No setor de saúde, o desconto do Mounjaro no Brasil trouxe nova dinâmica e impactou a Hypera. Já a JBS viu seus papéis caírem, mas bancos consideram o fechamento de plantas como um passo na direção certa.

O que esperar daqui para frente

O acordo EUA-Irã ainda precisa ser implementado, e a retomada do fluxo no Estreito de Ormuz deve ser gradual. Analistas apontam que o cenário continua desafiador, com a guerra na Ucrânia e a inflação global. No Brasil, a atenção se volta para a política fiscal e as eleições.

Para o investidor, a recomendação é diversificar e ficar atento às oportunidades na renda fixa, que se beneficia da queda das taxas. Fundos imobiliários e ações de empresas sólidas podem ser boas opções no longo prazo.

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