O Ibovespa opera próximo dos 178 mil pontos nesta segunda-feira, oscilando em meio à escalada de tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e à expectativa pela temporada de balanços do segundo trimestre. O dólar avança ante o real, refletindo o aumento da aversão ao risco global após novos ataques dos EUA contra o Irã e a incerteza sobre o controle do Estreito de Ormuz.
Mercados monitoram conflito no Oriente Médio
Os Estados Unidos concluíram uma nova onda de ataques contra o Irã, afirmando que Teerã não controla o Estreito de Ormuz. O Irã denunciou que os ataques tornam inúteis os esforços de negociação. A União Europeia, por meio de Kaja Kallas, defendeu a livre navegação no estreito, sem pedágio. O Irã condicionou o cumprimento de acordos aos EUA, classificando o memorando como em fase de crise.
O Kospi, da Coreia do Sul, tombou 9% com a queda de semicondutores após a escalada EUA-Irã. A ação da SK Hynix despencou após estreia na Nasdaq, em meio a realizações de lucros.
Balanços do 2T podem reforçar aposta em Bolsa barata
O Bradesco BBI aponta que a temporada de balanços do segundo trimestre pode reforçar a tese de que a Bolsa brasileira está barata. Segundo o banco, os resultados devem mostrar resiliência das empresas, especialmente em setores como commodities e consumo. A expectativa é de que o Ibovespa possa buscar os 181 mil pontos, enquanto o dólar esbarra em resistência.
Dólar sobe com aversão ao risco
O dólar opera em alta ante o real, com investidores de olho nas novas tensões no Oriente Médio e na possibilidade de interrupção do fluxo de petróleo. A moeda americana também se fortalece globalmente, pressionando moedas emergentes. A XP mantém otimismo com o PIB brasileiro e prevê dólar a R$ 5,00.
Recomendações de ajuste de portfólio
Para o segundo semestre, analistas recomendam ajustar o portfólio com foco em renda fixa para travar juros altos e em ações baratas. As 10 aplicações de renda fixa mais recomendadas incluem títulos atrelados ao IPCA e ao CDI. Na bolsa, setores como utilidades e bancos são vistos como defensivos.
Notícias corporativas
O Santander aprovou proventos no valor de R$ 2 bilhões. A Caixa Seguridade mantém forte impulso comprador, enquanto a Vale continua pressionada. A Fleury afirmou que sua alavancagem projetada reflete nível já divulgado ao mercado.
Na política, o presidente da Câmara, Motta, queixou-se da atuação de Lula a favor de adversário de seu pai ao Senado. Kassab afirmou que Flávio está com problemas, mas não o vê saindo da disputa. Michelle reorganiza atuação para preservar influência política.



