Ibovespa Hoje: Bolsa, Dólar e Juros sob pressão com cautela do Fed
Ibovespa Hoje: Bolsa, Dólar e Juros sob pressão

O Ibovespa opera em ritmo volátil nesta terça-feira (15), com investidores repercutindo a cautela do Federal Reserve (Fed) e dados de inflação dos Estados Unidos. O dólar recua ante o real, enquanto os juros futuros sobem, refletindo as incertezas no cenário doméstico e externo.

Mercado acionário sob pressão

O principal índice da Bolsa brasileira oscila entre ganhos e perdas, influenciado pelo desempenho das ações de commodities e pela falta de um catalisador claro. A queda do minério de ferro na China pressiona os papéis da Vale (VALE3), enquanto a Petrobras (PETR4) acompanha a alta do petróleo no exterior.

Entre as maiores altas do dia estão as ações da Rede D'Or (RDOR3) e da Intelbras (INTB3), que sobem após notícias corporativas. Já os papéis da Eztec (EZTC3) e da PDG Realty (PDGR3) registram perdas, com o mercado imobiliário ainda cauteloso.

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Dólar recua com exterior

O dólar comercial opera em queda de 0,3%, cotado a R$ 5,45, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas, recua 0,2%, após dados de inflação ao produtor nos EUA virem abaixo do esperado.

No Brasil, o mercado monitora a tramitação da MP do frete no Congresso, que pode impactar o câmbio. O governo tenta um acordo para votar a medida e superar a pressão dos caminhoneiros.

Juros futuros sobem

As taxas dos contratos de juros futuros operam em alta, com o DI para janeiro de 2027 subindo para 12,85%. A curva de juros reflete as expectativas de que o Banco Central possa manter a Selic elevada por mais tempo, diante da inflação ainda persistente.

O mercado também digere a fala do chair do Fed, Jerome Powell, que no Congresso americano deu sinais cautelosos sobre cortes de juros, se distanciando de pressões políticas. "Ainda precisamos de mais confiança de que a inflação está convergindo para a meta", disse Powell, segundo relatos.

Petróleo salta e impulsiona ações

O petróleo WTI saltou mais de 2%, superando US$ 80 o barril, com a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã. O movimento beneficia as ações da Petrobras e de outras petroleiras listadas na Bolsa, como a Prio (PRIO3).

Analistas do BofA alertam que o otimismo com ações americanas pode levar a compras agressivas, mas recomendam cautela. No Brasil, o Morgan Stanley reforçou o país como favorito e ajustou o portfólio para o El Niño, destacando ações do setor elétrico e de agronegócio.

Dados de emprego e inflação nos EUA

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao produtor (PPI) registrou deflação de 0,4% em junho, a primeira desde 2020 e queda maior que o esperado. O dado reforça a expectativa de que o Fed possa iniciar cortes de juros em setembro.

O mercado também aguarda o discurso de Powell no Congresso, que pode trazer mais sinais sobre a trajetória da política monetária americana.

Destaques corporativos

A Oncoclínicas aprovou pedido de recuperação extrajudicial para dívidas de R$ 5,1 bilhões. Já a Binance, barrada na Europa, informou que 70% dos resgates foram para carteiras pessoais, gerando preocupações regulatórias.

No setor de saúde, a Rede D'Or e a BradSaúde são destaque, enquanto a Intelbras e a Eztec acompanham o noticiário corporativo. O mercado também monitora os balanços do JPMorgan e do Goldman Sachs, que superaram projeções no 2T, mas com alertas geopolíticos.

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