Ibovespa futuro sobe com alívio EUA-Irã; petróleo cai
Ibovespa futuro sobe com alívio EUA-Irã; petróleo cai

O Ibovespa futuro opera em alta nesta segunda-feira (20), impulsionado pelo alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã e pela queda dos preços do petróleo. O mercado também monitora o cenário geopolítico no Oriente Médio e os impactos nos ativos de risco.

Alívio geopolítico impulsiona mercados

As tensões entre EUA e Irã diminuíram após declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, que sinalizou abertura para negociações com os americanos. Com isso, o petróleo zerou as altas recentes e opera em queda, aliviando pressões inflacionárias e beneficiando ativos de risco como a Bolsa brasileira.

Na semana passada, o Ibovespa havia recuado após três semanas consecutivas de alta. Analistas avaliam que a correção pode ganhar força, mas o cenário externo mais favorável pode conter as perdas.

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Dólar ronda estabilidade com guerra no Oriente Médio

O dólar opera próximo da estabilidade, com investidores cautelosos diante da escalada do conflito no Oriente Médio. A moeda iraniana atingiu recorde de desvalorização, cotada a 1,95 milhão de riais por dólar, refletindo as sanções e a instabilidade regional.

Nos EUA, o governo Trump intensificou os ataques ao Irã pelo nono dia consecutivo, enquanto o país envia mais aviões-tanque para Israel. O Irã afirma que dois petroleiros explodiram no Estreito de Ormuz, aumentando o risco de interrupção no fornecimento de petróleo.

Mercado reduz projeção do IPCA para 2026

No cenário doméstico, o Boletim Focus mostrou que o mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva. A expectativa para a Selic também foi ajustada, em meio a sinais de desaceleração da economia.

O Brasil segue como favorito do Morgan Stanley entre os mercados emergentes, segundo relatório do banco. O que pode destravar a Bolsa, na visão dos analistas, são avanços na agenda fiscal e reformas estruturais.

Expert XP 2026 terá Will Smith como atração

A Expert XP 2026, um dos maiores eventos de investimentos do país, anunciou o ator e vencedor do Oscar Will Smith como atração principal. O evento também ampliou a agenda de conteúdo, com espaço para desenvolvimento pessoal.

Na carreira, a Expert XP traz painéis com executivos de JBS, Rede D'Or, Muffato e Gerdau sobre construção de empresas longevas. O maior risco do investidor brasileiro, segundo a colunista Bruna Rinaldi, é a falta de diversificação.

Raízen tem prazo da B3 para reenquadrar ações

A Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. Caso contrário, a empresa pode ser alvo de penalidades ou até mesmo ter seus papéis cancelados. A companhia está em processo de reestruturação financeira.

Outras empresas como BRB, Helbor e Casas Bahia também estão no radar dos investidores nesta segunda-feira, com movimentações corporativas e resultados.

Petróleo zera alta após fala de ministro do Irã

Os preços do petróleo zeraram as altas recentes após o ministro do Irã afirmar que o país recebeu propostas de mediadores para negociações com os EUA, mas que os direitos sobre o Estreito de Ormuz são inegociáveis. A commodity opera em queda de cerca de 1% no início da semana.

A desvalorização do rial iraniano, que bateu recorde, reflete a crise econômica e as sanções. O mercado de câmbio iraniano está sob forte pressão, com a população buscando proteção em moedas estrangeiras.

Krugman: tarifas de Trump visam punir Pix

O prêmio Nobel de Economia Paul Krugman afirmou que as tarifas impostas por Donald Trump têm como alvo o sistema de pagamentos Pix, mas dificilmente terão efeito prático. Segundo Krugman, a medida é mais política do que econômica.

No Brasil, o mercado de criptomoedas também reage, com o Bitcoin operando estável, enquanto investidores buscam proteção contra a inflação e a desvalorização cambial.

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