Ibovespa futuro cai com tensão EUA-Irã e pesquisa eleitoral
Ibovespa futuro cai com tensão EUA-Irã e pesquisa

O Ibovespa futuro opera em queda nesta segunda-feira, refletindo o aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, além da divulgação de uma nova pesquisa eleitoral que mexe com o cenário político doméstico. O mercado monitora de perto os desdobramentos dos ataques americanos contra alvos iranianos e a resposta de Teerã, que eleva o risco de uma escalada no Oriente Médio.

Tensão geopolítica pressiona ativos de risco

Os Estados Unidos concluíram uma nova onda de ataques contra o Irã, com o objetivo de degradar a capacidade de Teerã de mirar navios no Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo iraniano afirmou que não controla a passagem, mas a situação permanece volátil. O conflito eleva o preço do petróleo e gera aversão ao risco globalmente, impactando mercados emergentes como o Brasil.

Na Ásia, o índice Kospi, da Coreia do Sul, tombou 9% com a queda de ações de semicondutores, enquanto a ação da SK Hynix despencou após sua estreia na Nasdaq, em meio a realizações de lucros. Esses movimentos reforçam o clima de cautela nos mercados internacionais.

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Pesquisa eleitoral e cenário doméstico

No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral adiciona incertezas ao cenário político. O mercado avalia os possíveis impactos nas reformas e na política econômica, especialmente em um momento em que o governo brasileiro tenta barrar o tarifaço em negociações comerciais na última semana de prazo.

Além disso, o presidente da Câmara, Motta, queixou-se da atuação do presidente Lula a favor de um adversário de seu pai ao Senado, enquanto o presidente do PSD, Kassab, afirmou que Flávio está com problemas, mas não o vê saindo da disputa. Michelle reorganiza sua atuação para preservar influência política, em meio a crises internas.

Impactos no mercado financeiro

O Ibovespa futuro reflete esse cenário de aversão ao risco, com investidores buscando proteção em ativos mais seguros. O dólar opera em alta, e os juros futuros sobem, enquanto a renda fixa ganha atratividade. As recomendações de ajuste de portfólio para o segundo semestre incluem cautela com ações e preferência por títulos públicos atrelados à inflação, como o IPCA+, que ainda oferecem taxas elevadas.

O Bradesco BBI aponta que a temporada de balanços do segundo trimestre pode reforçar a aposta em Bolsa brasileira barata, mas o cenário externo adverso pode adiar essa recuperação. A XP mantém otimismo com o PIB e prevê dólar a R$ 5,00, mas alerta para os riscos geopolíticos.

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