Ibovespa Futuro cai com cenário eleitoral no Brasil, tensão no Irã e inflação nos EUA
Ibovespa Futuro cai com eleições, Irã e inflação nos EUA

O Ibovespa Futuro abriu em queda nesta quarta-feira, refletindo um cenário de incertezas que combina fatores domésticos e internacionais. No Brasil, o ambiente eleitoral continua a gerar volatilidade, enquanto no exterior as atenções se voltam para o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, além dos dados de inflação americana divulgados hoje.

Inflação nos EUA e impacto nos mercados

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,5% em maio, em linha com as expectativas do mercado. O dado reforça a percepção de que o Federal Reserve pode manter a taxa de juros elevada por mais tempo, o que pesa sobre ativos de risco globalmente. A inflação anualizada, no entanto, ainda está acima da meta de 2% do banco central americano, mantendo a cautela entre os investidores.

Tensão geopolítica no Oriente Médio

A situação no Irã também contribui para o clima de aversão ao risco. Relatos de ataques entre EUA e Irã, após a queda de um helicóptero Apache perto do Estreito de Ormuz, elevaram a preocupação com uma escalada do conflito na região. O presidente Donald Trump afirmou que o Irã “terá que pagar o preço” por demorar nas negociações, enquanto o regime iraniano sinaliza que precisa reavaliar as conversas com os americanos.

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Cenário eleitoral brasileiro

No Brasil, as pesquisas eleitorais continuam a influenciar o humor do mercado. Levantamento da Quaest mostra que o ex-presidente Lula tem 44% das intenções de voto, contra 38% de Jair Bolsonaro em cenário de segundo turno. A aprovação do governo Lula, medida em 50%, é impulsionada pelo programa Desenrola, que surge como trunfo na recuperação da imagem presidencial. Por outro lado, o caso Master já afeta a imagem de Flávio Bolsonaro para 6 em cada 10 eleitores.

Reação do mercado

Diante desse cenário, o Ibovespa Futuro opera em baixa, com investidores ajustando posições. A queda reflete a combinação de riscos fiscais domésticos, incerteza eleitoral e tensões externas. Analistas recomendam cautela, mas veem oportunidades seletivas em setores como commodities e bancos.

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