O Ibovespa futuro inicia a sessão em queda, refletindo um cenário de cautela entre os investidores, mesmo com o alívio geopolítico proporcionado pelo avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O mercado aguarda as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil, que devem ditar o rumo dos ativos nas próximas semanas.
Acordo EUA-Irã e impactos no mercado
O possível acordo entre EUA e Irã, que promete encerrar conflitos na região, trouxe otimismo para os mercados internacionais, mas o Ibovespa futuro não conseguiu sustentar ganhos. Ainda há dúvidas sobre a implementação do acordo e seus efeitos sobre os preços do petróleo e a estabilidade geopolítica global. Enquanto isso, o petróleo apresentou moderação, mas bancos como o irlandês alertam para não se empolgar com a queda.
Decisões do Fed e Copom no radar
O mercado está dividido entre a expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos e a manutenção da taxa Selic no Brasil. A ata do Fed e a decisão do Copom serão analisadas de perto para sinais sobre a trajetória futura da política monetária. A percepção de que o juro real brasileiro permanece elevado é uma aposta que resiste ao cenário eleitoral, segundo a gestora Kapitalo.
Dados de varejo decepcionam
No front doméstico, as vendas no varejo brasileiro recuaram 1,5% em abril, resultado pior que o esperado pelo mercado. O dado reforça a preocupação com a atividade econômica e pode influenciar as próximas decisões do Copom. Apesar disso, algumas ações como BB Seguridade avançam, enquanto Cosan segue pressionada no Ibovespa.
Outros destaques do mercado
- SpaceX pode atingir US$ 2,7 trilhões em valor de mercado, superando a Amazon, com alta pelo terceiro dia consecutivo.
- O aplicativo de transporte Go dispara na estreia em Tóquio, no maior IPO do ano no Japão.
- A XP mantém recomendação de compra para Assaí (ASAI3), mas corta o preço-alvo.
- O fundo imobiliário TRXF11 compra imóvel na Faria Lima, locado ao IBMEC, por R$ 130 milhões.
Análise de colunistas
Vivian Sesto destaca a importância da proteção cambial diante do tarifaço, enquanto Filipe Callil analisa como a CazéTV conseguiu nocautear a tradição. Gabriel Mangueira aponta que 97% dos brasileiros não têm reserva financeira, evidenciando a fragilidade das finanças pessoais no país.



