O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira (29), em um dia de baixo volume de negócios e muitas reversões de tendência ao longo do pregão. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,12%, aos 128.456 pontos, com giro financeiro de R$ 18,7 bilhões, bem abaixo da média diária de R$ 25 bilhões.
Movimentação do mercado
O dia foi marcado por oscilações frequentes, com o índice alternando entre ganhos e perdas várias vezes. Entre os destaques positivos, as ações da Motiva subiram 1,5% após o Citi elevar a recomendação para compra, citando bom ponto de entrada. Já a SLC Agrícola caiu, com o mercado dividido sobre a compra bilionária anunciada recentemente.
Cenário externo e interno
No exterior, os mercados americanos operaram mistos, com o Dow Jones subindo 0,3% e o Nasdaq caindo 0,1%. O petróleo fechou em alta, com o Brent subindo 1,2% para US$ 72,50 o barril, recuperando-se da queda de quase 10% na semana passada. O Bitcoin também avançou, após um dia volátil, de olho na Strategy e à espera do payroll.
No Brasil, a atenção dos investidores se voltou para o cenário fiscal. O governo enviou ao Congresso projeto para ampliar o teto do MEI para R$ 110 mil em 2027, mas barrou a ampliação para o Simples Nacional. Além disso, o programa Desenrola Brasil já renegociou R$ 15,9 bilhões em dívidas.
Juros e inflação
O juro do Tesouro IPCA+ de longo prazo acelerou, apesar da trégua entre Estados Unidos e Irã. A B3 iniciou a negociação de contratos de eventos de IPCA e PIB, ampliando as opções de hedge para o mercado.
Segundo analistas, o mercado segue volátil, com o Ibovespa tentando confirmar uma reação de alta, mas ainda sujeito a pressões externas e internas. O day trade para o mini-índice (WINQ26) aponta pontos que podem definir a direção do índice nos próximos dias.



