O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira (29), em um dia de pouco movimento e muitas viradas ao longo da sessão. O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre ganhos e perdas, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo e de ajustes pontuais no mercado doméstico.
Desempenho do Ibovespa e fatores externos
Sem grandes catalisadores, o mercado acionário brasileiro operou sem direção definida, acompanhando os sinais mistos vindos de Wall Street e a espera por novos dados econômicos nos Estados Unidos, como o payroll. O petróleo fechou em alta, recuperando-se do tombo de quase 10% na semana passada, o que deu suporte a ações do setor. Já as criptomoedas tiveram dia volátil, com o Bitcoin avançando de olho na Strategy e na expectativa pelo relatório de empregos americano.
Destaques corporativos
Entre as ações, a Motiva subiu 1,5% após o Citi elevar a recomendação para compra, apontando bom ponto de entrada. Por outro lado, a SLC Agrícola caiu com a compra bilionária que divide o mercado entre potencial e maiores riscos. A Caixa Seguridade se aproxima de novo rompimento, enquanto a SLC Agrícola segue pressionada. O mini-índice (WINQ26) também foi destaque, com analistas apontando pontos que podem definir a direção do índice.
Mercado de juros e câmbio
No mercado de renda fixa, o juro do Tesouro IPCA+ de longo prazo acelerou, apesar de uma nova trégua entre Estados Unidos e Irã. A XP Asset reformulou seu ETF do S&P 500 para reduzir custos e elevar ganhos do investidor. O dólar operou sem direção única, com investidores monitorando o cenário fiscal doméstico e as eleições.
Perspectivas para os próximos dias
O mercado segue atento ao payroll dos EUA, que pode dar direção aos ativos de risco. No Brasil, o governo prepara o aumento do teto do MEI, mas barra ampliação para o Simples Nacional. O programa Desenrola Brasil já renegociou R$ 15,9 bilhões em dívidas. A semana promete ser de agenda cheia, com indicadores econômicos e eventos corporativos no radar dos investidores.



