Ibovespa sobe 0,87% impulsionado por IPCA-15 abaixo do esperado; dólar cai
Ibovespa fecha em alta com IPCA-15; dólar recua a R$ 5,17

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (25), impulsionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) abaixo do esperado. O principal índice da B3 subiu 0,87%, aos 171.990,2 pontos, oscilando entre máxima de 173.277,09 pontos e mínima de 170.507,92 pontos. O dólar comercial recuou 0,46%, cotado a R$ 5,1782, enquanto o DXY caía 0,18%.

IPCA-15 abaixo do esperado alivia juros futuros

O IPCA-15 registrou alta de 0,41% em junho, abaixo da mediana das estimativas do Projeções Broadcast, de 0,44%. O intervalo ia de 0,34% a 0,57%. "O resultado deu um alívio nas curvas de juros e acabou ajudando bastante a Bolsa de Valores brasileira", afirmou Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital.

Os juros curtos fecharam em baixa. A taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 14,128% para 14,090%; o DI para janeiro de 2028 recuou de 14,320% para 14,250%; e o DI para janeiro de 2029 passou de 14,378% para 14,330%. A exceção foi o DI para janeiro de 2031, que subiu de 14,362% para 14,390%.

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Petróleo interrompe sequência de quedas e influencia ações

Após três sessões consecutivas de queda, o petróleo fechou em alta. O WTI para agosto subiu 2,25%, a US$ 71,92 o barril, e o Brent para setembro avançou 2,21%, a US$ 75,50. Com isso, a Petrobras (PETR3;PETR4) teve queda de 0,12% nas ordinárias e alta de 0,42% nas preferenciais. Brava Energia (BRAV3) subiu 1,16%, enquanto Prio (PRIO3) caiu 0,3% e Petrorecôncavo (RECV3), 0,1%.

Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,01% e o Nasdaq recuou 0,46%, enquanto o Dow Jones subiu 0,14%. As ações da Apple e da Microsoft foram destaque negativo, com quedas de 6,1% e 3,5%, respectivamente, após elevarem preços de produtos devido à escassez de chips.

PCE nos EUA e câmbio

Nos Estados Unidos, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) subiu 0,4% em maio ante abril e 4,1% na comparação anual, dentro do esperado.

No mercado de câmbio doméstico, o dólar fechou em baixa de 0,46% a R$ 5,1782. O DXY caiu 0,18%, a 101,431 pontos.

Maiores altas do Ibovespa

As três maiores altas foram Assaí (ASAI3), Rumo (RAIL3) e MRV (MRVE3).

  • Assaí (ASAI3): +4,11%, a R$ 8,61. Estendeu ganhos do pregão anterior (+4,16%). No mês, cai 1,6%; no ano, sobe 19,58%.
  • Rumo (RAIL3): +3,62%, a R$ 13,45. No mês, cai 1,97%; no ano, desvalorização de 8,25%.
  • MRV (MRVE3): +3,39%, a R$ 5,18. Ações cíclicas beneficiadas pelo alívio dos juros futuros. No mês, cai 11,45%; no ano, desvalorização de 33,5%.

Maiores quedas do Ibovespa

As três maiores baixas foram Braskem (BRKM5), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5).

  • Braskem (BRKM5): -10,5%, a R$ 6,82. A empresa comunicou impasse na renegociação da dívida e entrou com pedido de mediação. No mês, cai 34,8%; no ano, desvalorização de 13,56%.
  • CSN (CSNA3): -4,74%, a R$ 4,82. No mês, cai 28,17%; no ano, desvalorização de 46,09%.
  • Usiminas (USIM5): -2,07%, a R$ 8,50. Impactada pela queda do minério de ferro na China e em Cingapura. No mês, cai 23,29%; no ano, sobe 42,86%.

*Com informações do Broadcast

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