O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira (8), pressionado por ações de peso como Vale (VALE3), que despenca mais de 4% após um corte de recomendação do Morgan Stanley. O banco americano rebaixou a recomendação da mineradora, o que gerou forte pressão vendedora sobre o papel. Além disso, as construtoras Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) também caem forte, após divulgarem dados operacionais abaixo das expectativas do mercado.
Vale (VALE3) lidera perdas do Ibovespa
As ações da Vale (VALE3) caíam mais de 4% por volta das 11h, cotadas a cerca de R$ 60,00. O movimento foi atribuído ao corte de recomendação do Morgan Stanley, que reduziu a classificação de 'overweight' (acima da média) para 'equal-weight' (neutro). O banco também reduziu o preço-alvo de US$ 14 para US$ 12 por ADR. A justificativa foi a perspectiva de menor demanda por minério de ferro da China, principal mercado da mineradora.
Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) recuam com dados fracos
As ações da Tenda (TEND3) caíam mais de 5%, enquanto Cury (CURY3) recuava cerca de 4%. As empresas divulgaram dados operacionais do segundo trimestre que vieram abaixo das projeções dos analistas. A Tenda reportou vendas líquidas de R$ 1,2 bilhão, queda de 8% ante o trimestre anterior, enquanto a Cury registrou lançamentos de R$ 1,5 bilhão, abaixo do esperado. O mercado reagiu negativamente, com investidores revisando as estimativas para o setor.
Natura (NATU3) sobe apesar de lucro menor
Em contrapartida, as ações da Natura (NATU3) operavam em alta de mais de 5%, mesmo após a empresa divulgar uma prévia operacional que apontou lucro líquido 10% menor no segundo trimestre. O mercado parece ter precificado a melhora nas margens e a expectativa de recuperação das vendas na América Latina. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações, o que ajudou a impulsionar o papel.
Blue Origin busca captação bilionária
No noticiário corporativo, a Blue Origin, empresa de exploração espacial fundada por Jeff Bezos, busca captar recursos em um valuation de US$ 130 bilhões. A informação foi divulgada por fontes do mercado, indicando que a empresa pretende levantar cerca de US$ 2 bilhões em uma nova rodada de investimentos. O movimento reforça a tendência de expansão do setor espacial privado.
Apple fecha parceria de US$ 30 bi com Broadcom
A Apple fechou uma parceria de US$ 30 bilhões com a Broadcom para produção de chips nos Estados Unidos. O acordo prevê o desenvolvimento de componentes de conectividade 5G e outros semicondutores, fortalecendo a cadeia de suprimentos americana. As ações da Broadcom subiam 2% no pré-mercado.
Mercados internacionais: Europa tem pior dia desde março
Na Europa, as bolsas tiveram o pior desempenho desde março, com o índice Stoxx 600 caindo 2,3%. A ameaça do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas sobre produtos espanhóis abalou os mercados. Trump voltou a criticar a Espanha, chamando-a de 'parceira terrível', e pediu o fim do comércio com o país. As ações de empresas expostas à Espanha, como bancos e turismo, lideraram as perdas.
EUA negam risco de ação militar após sanções a PCC e CV
Os Estados Unidos rebateram o Itamaraty e negaram risco de ação militar após sanções impostas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). O governo americano afirmou que as sanções são de natureza financeira e não militar, buscando coibir o financiamento de organizações criminosas. O Brasil havia manifestado preocupação com possíveis implicações militares.



