O mercado financeiro brasileiro voltou a mostrar cautela após uma breve recuperação. O Ibovespa interrompeu a sequência de três semanas consecutivas de alta e fechou em queda, enquanto o dólar futuro manteve o viés de baixa, pressionado abaixo das médias móveis. No exterior, Nasdaq e S&P 500 também perderam força, reacendendo o risco de uma correção mais ampla após renovarem máximas históricas recentemente.
Ibovespa: tendência de baixa desde abril
Pelo gráfico diário, o Ibovespa segue em tendência de baixa desde a máxima histórica de 199.354 pontos, registrada em abril. Após três semanas de recuperação, o índice voltou a perder força e encerrou a última semana com queda de 2,33%. Na última sessão, recuou 0,06%, fechando aos 173.714 pontos. O IFR (14) em 50,14 permanece em zona neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores.
Para que o movimento comprador volte a ganhar força, será necessário superar as resistências em 178.340 e 181.560 pontos. Acima dessas regiões, os próximos objetivos são 187.780 e 192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos. Na ponta negativa, a perda dos suportes em 170.500 e 169.665 pontos e, principalmente, 167.650 pontos, pode acelerar a pressão vendedora, levando o índice para 167.690/164.780 pontos e, posteriormente, 161.745/157.000 pontos.
Dólar: tendência de baixa predomina
No dólar futuro, a tendência de baixa continua predominante. O contrato encerrou a última semana com leve queda de 0,18%, permanecendo abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, após falhar no rompimento da média de 200 períodos. Na última sessão, o ativo avançou 0,13%, encerrando aos 5.128 pontos. O IFR (14), em 47,42, permanece em região neutra.
Para ampliar o movimento de baixa, é importante a perda dos suportes em 5.096 e 5.046 pontos. Abaixo dessas regiões, os próximos objetivos são 4.992, 4.910 e 4.842 pontos, com extensão até 4.798,5 e 4.752,5 pontos. Caso o contrato volte a ganhar força, precisará superar as resistências em 5.169 e 5.258 pontos. Acima dessas faixas, os próximos alvos são 5.383,5 e 5.446 pontos, com projeção mais longa em 5.614 pontos.
Nasdaq: correção após máxima histórica
A Nasdaq voltou a perder força após duas semanas consecutivas de recuperação. Depois de renovar a máxima histórica em 27.190 pontos, o índice retomou o movimento corretivo e voltou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Na última sessão, recuou 1,40%, encerrando aos 25.520 pontos. Em julho, acumula queda de 2,65%.
Para retomar a tendência de alta, é importante superar as resistências em 25.520, 26.300 e 26.685 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 27.190 pontos. Acima dessas regiões, os próximos objetivos são 27.545, 27.895, 28.330 e 29.000 pontos. Caso perca os suportes em 24.980 e 24.200 pontos, o índice pode acelerar a correção em direção a 23.165 e 22.500 pontos, com extensão até 22.020 e 20.690 pontos.
S&P 500: perde força e volta a negociar abaixo das médias
O S&P 500 também perdeu força após duas semanas consecutivas de alta e voltou a negociar abaixo das médias móveis, aumentando a atenção para a possibilidade de continuidade do movimento corretivo. Atualmente cotado aos 7.451 pontos, o índice acumula leve baixa de 0,36% em julho.
Para retomar a tendência de alta, será necessário superar a região das médias móveis e a máxima histórica em 7.618 pontos. Acima desse nível, os próximos objetivos são 7.675, 7.740, 7.810 e 7.935 pontos. Na ponta negativa, a perda dos suportes em 7.420, 7.289 e 7.222 pontos pode intensificar a pressão vendedora, levando o índice para 7.045 e 6.890 pontos e, em um cenário mais amplo, para 6.727 pontos.
Bitcoin: recuperação iniciada, mas ainda abaixo de US$ 70 mil
O Bitcoin continua apresentando uma estrutura técnica de baixa, embora preserve parte da recuperação iniciada após encontrar suporte na região de US$ 57.800. O ativo segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas ainda permanece abaixo da importante barreira dos US$ 70.000.
Para que o movimento de recuperação ganhe consistência, é importante superar as resistências em US$ 65.100, US$ 67.292 e US$ 70.465. Acima dessas regiões, os próximos objetivos são US$ 74.450, US$ 78.200 e US$ 82.850. Por outro lado, a perda dos suportes em US$ 61.300 e US$ 57.800 pode acelerar o fluxo vendedor, levando o ativo para US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 43.880 e US$ 38.555.
IFR (14) – Ibovespa: ações sobrecompradas e sobrevendidas
O IFR (Índice de Força Relativa) é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. A partir disso, seguem as cinco ações mais sobrecompradas e sobrevendidas do Ibovespa, conforme análise de Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T.



