O Ibovespa fechou em baixa nesta segunda-feira (20), pressionado pelo cenário externo adverso, enquanto o dólar comercial recuou para R$ 5,09. No mercado de fundos, apenas cinco multimercados conseguiram bater o CDI no acumulado do ano, revelando um desempenho concentrado.
Mercados em foco: bolsa, dólar e fundos
O principal índice da B3 encerrou em terreno negativo, refletindo a cautela dos investidores com o aumento das tensões geopolíticas e a queda das bolsas de Nova York. O Dow Jones foi o mais pressionado. O petróleo subiu após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre vingança contra o Irã, elevando o prêmio de risco.
No mercado de câmbio, o dólar caiu para R$ 5,09, influenciado pelo fluxo de exportações e pela expectativa de que o Banco Central possa intervir. A balança comercial registrou superávit na terceira semana de julho, puxado pelo agronegócio e setor extrativo.
Fundos multimercados: apenas 5 superam o CDI
Dados recentes mostram que somente cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI no ano. Segundo especialistas, o que eles têm em comum é a exposição a ativos internacionais e gestão ativa de risco cambial. “A diversificação e a capacidade de operar em múltiplas classes de ativos foram diferenciais”, afirma analista da XP.
Enquanto isso, a renda fixa segue favorecida pelos juros altos, mas a escolha do investimento certo faz diferença. CDBs, LCIs e LCAs apresentam taxas atrativas, conforme levantamento da XP.
Política e economia: eleições e balança comercial
O Brasil terá mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, segundo o TSE. As convenções partidárias começam com indefinições sobre vices de Flávio e Zema. No Congresso, o ministro Dino encaminhou à Polícia Federal explicações de Kassab e Valdemar sobre emendas.
Na economia, o superávit da balança comercial na terceira semana de julho foi impulsionado por agro e extrativo. O crédito ao trabalhador cresce, mas com juros mais altos e múltiplos empréstimos.
Mundo: guerra, sanções e escalada
No cenário internacional, a escalada da guerra expõe o fracasso do acordo entre Irã e EUA. Trump elevou o tom, dizendo que o Irã pagará ‘muitas vezes’ por mortes de soldados. O ataque russo a um navio de grãos na costa de Odessa matou dez pessoas. Os Houthis anunciaram bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita.
Na Europa, a multa de €550 milhões à AliExpress por falhas contra produtos ilegais destaca o rigor regulatório. Já Marrocos planeja usar a Copa do Mundo de 2030 para redesenhar seu mapa de turismo.
Investimentos: o que os gestores estão fazendo
A JiveMauá comprou o controle da Rota Verde Goiás e estreou na gestão de infraestrutura. Hedge funds chineses que lucraram com inteligência artificial começam a buscar saída. A Kinea questiona se US$ 1 trilhão investido em IA terá retorno, chamando a atenção para o risco de ‘IA devoradora de estrelas’.
No setor de construção, os resultados da B3 no 2T26 não alcançaram as expectativas do Safra. A Ágora recomenda cautela, mas indica ações favoritas, sem euforia nem desistência.
Minhas Finanças: consumo e planejamento
O consumidor está cauteloso, priorizando roupas de inverno, segundo o Procon-SP. Os 10 erros mais comuns que fazem turistas gastarem mais durante viagens foram listados. O crédito do trabalhador cresce com múltiplos empréstimos e juros mais altos.
No setor de seguros, o El Niño impacta o seguro de vida, e os planos odontológicos crescem quase três vezes mais que os de saúde. A classe média lidera a contratação, mas a cobertura ainda é baixa.



