SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a trabalhar abaixo dos 170 mil pontos, pressionado nesta sessão principalmente pelas ações da Petrobras, na esteira da nova queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
Por volta de 10h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,48%, a 169.599 pontos. O volume financeiro somava R$ 5,18 bilhões.
Petróleo em queda
No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent caía 3,08%, a US$ 80,61, em meio a expectativas para a normalização do transporte no Estreito de Ormuz, após o anúncio de um acordo preliminar para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã. Apesar do alívio nos preços da commodity, ainda havia dúvidas sobre o acordo, sem detalhes divulgados pelas autoridades.
Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, rondava a estabilidade.
Varejo decepciona
Na agenda local, o IBGE reportou que as vendas no varejo brasileiro registraram em abril a queda mais intensa em quase quatro anos, de 1,5% ante março, enquanto economistas previam uma retração de 0,6%. A expectativa em pesquisa da Reuters era de baixa de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 1,95% sobre um ano antes.
Na visão do economista Vitor Kayo, da Nomad, tal resultado sinaliza desaceleração do consumo, mas que é cedo para afirmar se significa uma mudança de tendência ou movimento pontual.
Decisão da Selic
Na quarta-feira, o Banco Central anuncia decisão sobre a Selic, com a maioria das apostas na direção de mais um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% ao ano.
Destaques do dia
Petrobras e petróleo
- PETROBRAS PN (PETR4) caía 1,05% e PETROBRAS ON (PETR3) cedia 0,91%, em mais um dia negativo para as petrolíferas brasileiras, seguindo o movimento do petróleo no exterior.
- PRIO ON (PRIO3) perdia 1,54%, PETRORECONCAVO ON (RECV3) recuava 0,88% e BRAVA ON (BRAV3) era negociada em baixa de 1,09%.
Mineração e siderurgia
- VALE ON (VALE3) subia 0,38%, tendo como pano de fundo o declínio dos futuros do minério de ferro na China.
- USIMINAS PNA (USIM5) caía 5%, enquanto CSN ON (CSNA3) avançava 1,64%, CSN MINERAÇÃO ON (CMIN3) subia 0,46% e GERDAU PN (GGBR4) valorizava-se 1,03%. A Gerdau divulgou na véspera que fechou um acordo para aquisição da participação da Copel na DFESA, de geração de energia elétrica.
Bancos
- ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) cedia 0,17%, em dia de fraqueza entre os bancos do Ibovespa.
- BRADESCO PN (BBDC4) recuava 0,11%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) perdia 0,31%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) mostrava declínio de 0,22% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) caía 0,04%.
Varejo
- MAGAZINE LUIZA ON (MGLU3) caía 2,8%, tendo como pano de fundo dados sobre o varejo, mas também relatório do UBS BB cortando o preço-alvo das ações para R$ 6,50, de R$ 10 anteriormente, e reiterando recomendação neutra. O índice de consumo da B3 mostrava queda de 0,52%.
Braskem
- BRASKEM PNA (BRKM5) recuava 4,94%, tendo no radar notícias que a petroquímica virou ré em ação na Justiça Federal em Alagoas sobre o desastre associado à exploração de sal-gema na capital alagoana.



