O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a segunda-feira (8) em queda de 0,21%, aos 168.668,72 pontos, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às novas projeções do Boletim Focus. O índice oscilou entre máxima de 169.645,78 pontos e mínima de 168.129,61 pontos, com volume negociado de R$ 21 bilhões.
Mercado sem convicção
Segundo Fabio Louzada, fundador da B7 Business School, o mercado ainda não encontra convicção para posições mais agressivas em ativos brasileiros. "Mesmo com momentos de recuperação ao longo do dia, o fluxo comprador é insuficiente para sustentar uma retomada consistente da bolsa", afirmou.
Petróleo em alta
O petróleo registrou alta com a troca de ataques entre Israel e Irã após dois meses de trégua. O WTI para julho fechou em alta de 0,84%, a US$ 91,30 por barril, enquanto o Brent para agosto subiu 1,25%, a US$ 94,25 por barril.
Petrobras sobe; Vale recua
Com a valorização do petróleo, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em alta: ordinárias subiram 0,72% e preferenciais, 0,81%. Já a Vale (VALE3) recuou 0,8%.
Boletim Focus e Selic
O Boletim Focus trouxe revisão nas projeções: a mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, e a expectativa para a Selic no fim do ano passou de 13,25% para 13,50%.
Mercados internacionais
Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,3%, o Nasdaq avançou 0,86%, enquanto o Dow Jones caiu 0,16%. Os investidores aguardam o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA, previsto para quarta-feira (10). "Os dados de inflação podem reforçar a expectativa de juros elevados por mais tempo", destacou Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Dólar em alta
O dólar fechou em alta de 0,45%, cotado a R$ 5,1803. Bruno Shahini, analista da Nomad, explicou: "O avanço da moeda ganhou força com incertezas sobre um acordo entre EUA e Irã e riscos inflacionários do petróleo. No Brasil, fatores domésticos, como a piora das expectativas de inflação, amplificaram o movimento."
Maiores altas do Ibovespa
- Weg (WEGE3): +3,63%, a R$ 44. No mês, queda de 0,23%; no ano, desvalorização de 9,13%.
- Prio (PRIO3): +2,32%, a R$ 62,54. No mês, alta de 0,47%; no ano, valorização de 50,99%.
- RD Saúde (RADL3): +2,18%, a R$ 17,84. No mês, queda de 4,55%; no ano, desvalorização de 23,43%.
Hugo Queiroz, gestor da Soho Capital, comentou sobre RD Saúde: "Em momentos de juros altos e incertezas sobre política monetária, o investidor busca empresas mais resilientes."
Maiores quedas do Ibovespa
- MRV (MRVE3): -4,64%, a R$ 5,34. A alta dos juros futuros pressionou os papéis cíclicos. No mês, queda de 8,72%; no ano, desvalorização de 31,45%.
- Cosan (CSAN3): -4,46%, a R$ 3,43. A Raízen protocolou plano de recuperação extrajudicial. No mês, queda de 9,74%; no ano, desvalorização de 35,53%.
- Rumo (RAIL3): -3,01%, a R$ 13,52. No mês, queda de 1,46%; no ano, desvalorização de 7,78%.



