O Goldman Sachs registrou lucro líquido de US$ 6,63 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 78% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de US$ 3,72 bilhões. O resultado superou as expectativas de analistas, que projetavam lucro de cerca de US$ 5,8 bilhões.
Receitas impulsionadas por banco de investimento e trading
A receita total do banco no trimestre somou US$ 18,9 bilhões, alta de 34% ante os US$ 14,1 bilhões do segundo trimestre de 2025. O desempenho foi liderado pelas divisões de banco de investimento e trading de renda fixa, moedas e commodities (FICC).
O banco de investimento gerou receita de US$ 3,8 bilhões, um crescimento de 45% em relação ao ano anterior, impulsionado por fusões e aquisições (M&A) e emissões de dívida. Já a receita de trading de FICC atingiu US$ 5,2 bilhões, alta de 28%, beneficiada pela volatilidade dos mercados globais.
Despesas e provisões
As despesas operacionais totais foram de US$ 11,2 bilhões, um aumento de 12% na comparação anual, refletindo maiores gastos com salários e tecnologia. A provisão para perdas com crédito foi de US$ 0,5 bilhão, ante US$ 0,3 bilhão no mesmo período de 2025.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco foi de 16,8%, acima dos 10,2% registrados um ano antes. O índice de capital Common Equity Tier 1 (CET1) ficou em 14,2%, dentro das exigências regulatórias.
Perspectivas e dividendos
O CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou em comunicado: "Nossos resultados refletem a força de nossas franquias globais e a capacidade de atender clientes em um ambiente de mercado dinâmico. Continuamos focados em crescer de forma disciplinada e gerar valor para os acionistas."
O banco anunciou a distribuição de dividendos de US$ 3,00 por ação para o trimestre, um aumento de 20% em relação ao dividendo anterior de US$ 2,50.
Impacto no mercado
As ações do Goldman Sachs subiram 2,3% no pré-mercado de Nova York após a divulgação dos resultados. No acumulado do ano, os papéis do banco registram alta de 18%, superando o índice S&P 500, que valorizou 12% no mesmo período.
O resultado do Goldman Sachs reforça a tendência de forte desempenho dos grandes bancos americanos no segundo trimestre, impulsionados por receitas de trading e banco de investimento. JPMorgan Chase e Morgan Stanley também reportaram lucros acima do esperado na semana passada.



