Procon: preço de genéricos varia até 237% em Sorocaba
Genéricos têm variação de até 237% em Sorocaba

Uma pesquisa divulgada pelo Procon de Sorocaba revelou que a diferença de preço de um mesmo medicamento genérico pode ultrapassar 230% na cidade. O levantamento comparou valores em sete farmácias do município e reflete a rotina de consumidores que precisam pesquisar para manter os cuidados com a saúde em dia. Ao todo, o órgão de defesa do consumidor analisou os preços de 67 remédios, sendo 34 de referência e 33 genéricos.

Variação de preços chega a 237%

A entregadora Cleonice Munin viaja de Alumínio a Sorocaba para comprar os remédios do marido. "Faço um 'garimpo' em muitas farmácias para conseguir até um genérico ou um similar, porque senão é muito difícil", relata. Os dados do Procon explicam a dificuldade: a dipirona genérica em gotas (500 mg), por exemplo, foi encontrada por valores entre R$ 2,71 e R$ 9,14, enquanto o antibiótico amoxicilina variou mais de 90%.

Motivos da oscilação

De acordo com a farmacêutica Regiane Garcia Cláudio, a oscilação de valores ocorre devido à concorrência comercial entre os laboratórios. "Tudo está relacionado no marketing que ele investe, no treinamento dos seus funcionários, capacitação", explica. As diferenças de custos entre vendas no balcão e pela internet também influenciam na conta final.

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Dicas para economizar

Para reduzir o impacto no bolso, o órgão de defesa do consumidor orienta o cliente a consultar o preço máximo permitido no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a conferir lote e validade na embalagem. A farmacêutica Fabiana da Silva Nunes Oliveira ressalta que o cliente deve sempre conversar com o profissional do balcão e com o médico prescritor sobre a possibilidade de substituição por um genérico.

O consumidor também pode recorrer a outras alternativas, como: buscar programas do governo que oferecem descontos ou remédios de graça; verificar convênios das farmácias com laboratórios e planos de saúde. A funcionária pública Vanessa Ferri adota a estratégia de buscar os genéricos para manter o tratamento contra o lúpus. "Eu nunca tive problema em comprar genérico, porque eu procuro um laboratório de confiança. Eu sei que eu posso confiar, porque os componentes têm que ser iguais. E eles têm que ser provados e comprovados", conta.

Farmácia comunitária

Outra saída para não interromper os tratamentos é buscar as farmácias comunitárias, que recebem doações de remédios que sobraram e os distribuem gratuitamente. No Instituto Casa Cattani, por exemplo, qualquer pessoa pode doar caixas abertas ou cartelas dentro da validade. A entrega à população exige apresentação de receita médica. "Hoje recebemos todos os tipos de medicamentos, desde os medicamentos para tratamento de hipertensão até os psicotrópicos, que são aqueles que são controlados", relata o farmacêutico e especialista em oncologia Guilherme Polkowski.

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