Vereador em MT absolvido de violência doméstica após vítima negar agressão
Vereador em MT absolvido de violência doméstica

O presidente da Câmara de Vereadores de Barra do Bugres (MT), Laércio Noberto Júnior (PL), conhecido como Júnior Chaveiro, foi absolvido pela Justiça nesta segunda-feira (13) após ser preso em abril sob suspeita de violência doméstica contra uma ex-servidora da Câmara. A decisão ocorreu depois que a vítima negou, em audiência, ter sido agredida, e o Ministério Público (MP) concluiu que não havia provas suficientes para condenação.

Decisão judicial baseada em novos depoimentos

Segundo a sentença do juiz Antônio Dias de Souza Neto, a mulher afirmou durante a audiência que estava sob efeito de álcool na noite do ocorrido e que os ferimentos resultaram de uma disputa pelo celular do vereador. A irmã da vítima, que havia prestado depoimento na investigação, também mudou sua versão anterior. Com base nesses depoimentos, o MP pediu a absolvição do parlamentar por entender que as provas produzidas não eram suficientes para comprovar os crimes de lesão corporal e ameaça.

Repercussão do caso

Em abril, a ex-servidora, que ocupava o cargo de Coordenadora Administrativa da Câmara Municipal desde fevereiro de 2025, denunciou o vereador por violência doméstica. Ele se apresentou na delegacia e foi preso. Na época, o delegado Fernando Marques relatou que a agressão teria ocorrido na casa do vereador por volta das 4h30, após um evento, e que o suspeito teria usado uma chave de rodas. A vítima disse não saber o que motivou o ataque.

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Após a denúncia, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador, e a sigla abriu um processo interno que pode levar à expulsão definitiva do parlamentar. Inicialmente, o pedido de prisão foi negado por um juiz plantonista, mas após nova solicitação do MP, o mandado foi expedido.

Revogação de medidas cautelares

Diante da mudança nos relatos, o juiz absolveu o vereador e revogou as medidas cautelares impostas. A ex-servidora, que havia pedido a revogação da medida protetiva, alega que foi questionada por outros servidores e que, após recusar manter a medida, foi exonerada em 1º de junho pela atual presidente da Câmara. O vereador sempre negou as acusações, afirmando que não houve agressão e que o caso foi uma situação de defesa.

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