Galipolo e decisão do BCE marcam agenda de mercados
Galipolo e decisão do BCE marcam mercados

A agenda econômica desta semana traz dois eventos de grande relevância para os mercados financeiros: a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galipolo, em um evento, e a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Ambos os eventos ocorrem em um contexto de incertezas sobre os rumos da inflação e dos juros globais.

Participação de Galipolo

Na terça-feira, 20 de julho, Gabriel Galipolo participa de um evento promovido pelo banco BTG Pactual, em São Paulo. O diretor do BC deve abordar as perspectivas para a política monetária brasileira, em meio a expectativas de que a Selic possa ser mantida ou elevada na próxima reunião do Copom. Segundo analistas, o mercado estará atento a qualquer sinalização sobre o ritmo de aperto monetário.

Decisão do BCE

Na quinta-feira, 22 de julho, o BCE anuncia sua decisão de juros. A expectativa é de que a instituição mantenha as taxas inalteradas, mas o foco estará no comunicado e na coletiva de imprensa da presidente Christine Lagarde. A inflação na zona do euro segue acima da meta de 2%, o que pode levar o BCE a sinalizar um aperto futuro. "O mercado está dividido entre os que esperam manutenção e os que preveem um tom mais hawkish", afirma um estrategista do Credit Suisse.

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Outros indicadores

Além dos eventos principais, a agenda inclui a divulgação do IPCA-15 de julho no Brasil, na sexta-feira (23). O indicador é uma prévia da inflação oficial e deve mostrar aceleração, pressionado por alimentos e combustíveis. Nos Estados Unidos, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o índice de atividade do Fed de Chicago. Na Europa, o índice de confiança do consumidor da zona do euro também será divulgado.

Impacto nos ativos

A combinação de falas de autoridades monetárias e decisões de juros tende a aumentar a volatilidade nos mercados. No Brasil, a curva de juros futuros já precifica uma alta da Selic para 13,75% ao ano até o fim de 2026. Já no exterior, o dólar pode se fortalecer caso o BCE adote um tom mais duro, o que pressionaria moedas emergentes como o real. Segundo o relatório do Itaú, "a expectativa é de que o real se desvalorize moderadamente nesta semana, com o mercado de olho nos eventos de risco".

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