Equilíbrio fiscal é chave para competitividade, dizem empresários
Empresários defendem equilíbrio fiscal para competitividade

Entidades empresariais, lideradas pelo Movimento Brasil Competitivo, apresentaram uma agenda de propostas para aumentar a competitividade econômica do país. O documento, intitulado "Compromissos para um Brasil Competitivo", defende o equilíbrio fiscal como elemento central para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos.

Metas ambiciosas para 2030

Uma das principais metas é colocar o Brasil entre as 30 economias mais competitivas do mundo até 2030. Para isso, as entidades propõem elevar a taxa de investimento para 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e reduzir o chamado "custo-Brasil" em 25%. O custo-Brasil refere-se aos encargos e ineficiências que encarecem a produção no país, como burocracia, infraestrutura deficiente e carga tributária elevada.

Sete propostas da coalizão

O documento reúne sete propostas principais, que incluem:

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  • Fortalecimento da governança regulatória: simplificação de normas e redução da burocracia para facilitar a atividade empresarial.
  • Modernização das relações trabalhistas: atualização da legislação para tornar o mercado de trabalho mais flexível e adaptado às novas realidades.
  • Promoção da transformação digital: incentivo à adoção de tecnologias digitais para aumentar a produtividade.
  • Melhoria da infraestrutura: investimentos em logística, energia e telecomunicações para reduzir gargalos.
  • Reforma tributária: simplificação do sistema de impostos para reduzir custos e aumentar a competitividade.
  • Estímulo à inovação: apoio a pesquisa e desenvolvimento, com foco em novos produtos e processos.
  • Sustentabilidade ambiental: integração de práticas sustentáveis nas cadeias produtivas.

Equilíbrio fiscal como pilar

As entidades enfatizam que o equilíbrio fiscal é a base para todas as demais reformas. Sem contas públicas saudáveis, não há credibilidade para atrair investimentos de longo prazo. O documento ressalta a necessidade de controle dos gastos públicos e de uma política fiscal responsável.

A coalizão espera que as propostas sejam incorporadas ao debate eleitoral e que os candidatos se comprometam com a agenda de competitividade. Para as entidades, o crescimento econômico sustentável depende de um ambiente de negócios mais eficiente e menos oneroso para o setor produtivo.

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