Dólar à vista oscila perto da estabilidade com decisão do Fed e crise no Oriente Médio
Dólar à vista oscila perto da estabilidade com Fed e ataques

O dólar à vista ronda a estabilidade nesta quarta-feira, 29 de julho, refletindo a cautela dos investidores antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) e o agravamento das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana oscilava entre leves altas e baixas, cotada a R$ 5,67 no início da tarde, praticamente estável em relação ao fechamento anterior.

Expectativa pela decisão do Fed

O mercado aguarda a conclusão da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que deve anunciar um novo aumento de juros nos Estados Unidos. A expectativa majoritária é de alta de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica para a faixa de 5,50% a 5,75% ao ano. Contudo, o comunicado e a fala do presidente Jerome Powell serão analisados em busca de sinais sobre os próximos passos.

Segundo analistas, um tom mais hawkish (favorável ao aperto) pode fortalecer o dólar globalmente, enquanto indicações de pausa enfraqueceriam a moeda americana. “O mercado está posicionado para uma alta de 25 pontos-base, mas o foco será nas projeções econômicas e na retórica sobre inflação”, afirma Carlos Viana, economista-chefe da Trevisan Consultoria.

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Novos ataques no Oriente Médio elevam tensão

Paralelamente, novos confrontos entre Israel e grupos armados no Líbano e na Síria aumentaram a aversão ao risco nos mercados emergentes. Relatos indicam bombardeios em território sírio atribuídos a Israel, além de troca de tiros na fronteira com o Líbano.

O cenário geopolítico adverso pressiona moedas de países emergentes, como o real, que já acumula desvalorização de 6% no ano. No entanto, o fluxo de recursos para a B3 e os leilões de swap cambial do Banco Central têm amenizado a volatilidade.

Impacto no mercado doméstico

No Brasil, a agenda do dia inclui a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de junho, que subiu 0,4%, dentro do esperado. O dado não alterou significativamente as expectativas para a Selic, que deve permanecer em 13,75% na próxima reunião do Copom.

A combinação de fatores externos e internos mantém o câmbio em compasso de espera. “Enquanto não houver clareza sobre os rumos dos juros americanos e a evolução do conflito no Oriente Médio, o dólar deve continuar oscilando entre R$ 5,60 e R$ 5,75”, projeta Viana.

O mercado também monitora a votação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, que pode impactar o prêmio de risco soberano. Até o momento, a cotação do dólar comercial gira em torno de R$ 5,668 para compra e R$ 5,669 para venda.

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