O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (13) em alta, com avanço de 0,21% perto das 9h, cotado a R$ 5,1198, enquanto investidores monitoram as tensões no Oriente Médio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
Tensão entre EUA e Irã impacta petróleo e dólar
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã domina o noticiário dos mercados financeiros. Após novos ataques, Teerã decidiu fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, registrava alta de 3,26%, cotado a US$ 78,49. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 3,32%, cotado a US$ 73,78 por barril.
Inflação oficial desacelera em junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,16% em junho, abaixo da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,31%. A taxa também desacelerou em relação a maio, quando o índice havia avançado 0,58%. Com esse desempenho, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,36%. Em 12 meses, o IPCA passou de 4,72% até maio para 4,64% em junho.
Resultados dos grupos do IPCA em junho
- Alimentação e bebidas: -0,24%
- Habitação: 0,63%
- Artigos de residência: 0,23%
- Vestuário: 0,17%
- Transportes: 0,17%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,23%
- Despesas pessoais: 0,25%
- Educação: -0,02%
- Comunicação: 0,19%
Ataques dos EUA ao Irã e fechamento do Estreito de Ormuz
Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios no Estreito de Ormuz. A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar. O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo de cerca de 50 quilômetros de largura que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo passava pela área. Embora o Irã não seja o proprietário da via marítima, ele controla a costa norte do estreito, além de diversas ilhas e posições militares, o que permite monitorar praticamente todo o tráfego de embarcações da região. Nos últimos anos, o Irã transformou essa posição geográfica em um instrumento de pressão política e militar. Após o início da guerra, o país fechou o estreito para obter vantagem na mesa de negociações. Atualmente, o governo do Irã defende que o mundo reconheça a soberania do país sobre a rota marítima.
Bolsas globais operam mistas
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street operavam em alta nesta sexta-feira, conforme investidores aguardavam a estreia da SK Hynix, empresa sul-coreana de chips, na Nasdaq. Perto das 15h50, o Dow Jones subia 0,35%, enquanto o S&P 500 avançava 0,37% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,28%. Na Europa, a preocupação com o conflito no Oriente Médio trouxe um dia misto para os mercados. O índice pan-europeu STOXX 600 interrompeu uma sequência de quatro semanas de ganho, com perdas de 1,8%. No dia, fechou praticamente estável. Entre os principais índices, o DAX, da Alemanha, teve queda de 0,20%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,15% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,24%. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em alta, impulsionadas pelo maior otimismo em relação às empresas chinesas de internet. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,96%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, perdeu 1%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,60%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,20% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 2,52%.



