DIs sobem com petróleo acima de US$ 100 e tensão EUA-Irã
DIs sobem com petróleo acima de US$ 100 e tensão EUA-Irã

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a quinta-feira em alta, impulsionadas pela retomada do petróleo Brent acima de US$ 100 o barril no mercado internacional, em meio ao agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Movimento das taxas

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,355%, com elevação de 14 pontos-base ante o ajuste de 14,218% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,82%, com alta de 8 pontos-base ante 14,739%.

Contexto geopolítico

Os EUA lançaram uma nova rodada de ações militares contra o Irã na noite de quarta-feira, a 12ª consecutiva onda de ataques norte-americanos ao país do Oriente Médio. A Guarda Revolucionária do Irã informou que um petroleiro pegou fogo após explosão ao tentar atravessar uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz, e outros dois petroleiros retornaram. Segundo o Irã, o Estreito, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e gás, está “completamente fechado”.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Após os houthis, aliados do Irã no Iêmen, atacarem dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu nesta quinta-feira uma ‘forte retaliação militar’. Com isso, o petróleo Brent voltou a superar os US$ 100 o barril, intensificando as preocupações com os impactos inflacionários da guerra, o que também impulsionou os rendimentos dos Treasuries.

Impacto nos mercados

Às 16h32, o rendimento do Treasury de dois anos – que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo – tinha alta de 5 pontos-base, a 4,353%. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia 4 pontos-base, a 4,699%.

No Brasil, esse cenário se traduziu na alta firme das taxas dos DIs em toda a curva. Às 14h57, a taxa do DI para janeiro de 2028 marcou a máxima intradia de 14,450% (+23 pontos-base) e a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 14,895% (+16 pontos-base).

Expectativas para a Selic

Os investidores seguiram posicionados para um corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, mas nos últimos dias, na esteira da disparada dos preços do petróleo, as apostas em uma nova redução da taxa básica em setembro diminuíram. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.

Na curva de DIs, durante a tarde a precificação era de cerca de 80% de probabilidade de corte de 25 pontos-base em agosto, contra 20% de chance de manutenção.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar