A taxa de desemprego no Brasil recuou para 7,1% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o menor índice para o mês desde 2014, quando ficou em 6,7%.
Queda em relação ao trimestre anterior e ao ano passado
No trimestre anterior (encerrado em fevereiro de 2026), a taxa era de 7,4%. Já em maio de 2025, o desemprego estava em 8,3%. A redução foi de 0,3 ponto percentual (p.p.) na comparação trimestral e de 1,2 p.p. na comparação anual. O número de desocupados caiu para 7,6 milhões de pessoas, uma queda de 3,7% frente ao trimestre anterior e de 13% em relação ao mesmo período de 2025.
População ocupada atinge recorde
A população ocupada chegou a 100,8 milhões de pessoas, um recorde da série histórica iniciada em 2012. O crescimento foi de 1,2% no trimestre e de 2,8% na comparação anual. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) subiu para 57,6%, o maior desde o início da série.
Rendimento e massa de renda
O rendimento real habitual médio ficou em R$ 3.245, estável em relação ao trimestre anterior, mas com alta de 4,2% ante maio de 2025. A massa de rendimento real habitual dos ocupados atingiu R$ 324,2 bilhões, novo recorde, com crescimento de 1% no trimestre e de 7,4% no ano.
“A gente vê uma expansão do mercado de trabalho tanto no volume de pessoas ocupadas quanto na geração de renda, o que é um bom sinal para a economia”, afirmou Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua do IBGE.
Setores que mais empregaram
No trimestre, o emprego cresceu em cinco dos dez grupamentos de atividade: indústria (2,4%), construção (2,5%), comércio (1,5%), administração pública (1,3%) e outros serviços (1,8%). A indústria gerou 317 mil vagas, e a construção, 172 mil. O contingente de trabalhadores por conta própria atingiu 25,9 milhões, um aumento de 1,7% no trimestre.
Taxa de subutilização e desalento
A taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 15,6%, menor patamar desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2016. O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho) recuou para 3,2 milhões, uma queda de 9,8% no trimestre e de 17,6% na comparação anual.



