A taxa de desemprego recuou em seis estados brasileiros no quarto trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. No país, a desocupação ficou em 5,1% no período, abaixo dos 5,6% registrados no trimestre anterior e 1,1 ponto percentual menor do que no mesmo período de 2024, quando era de 6,2%.
Na comparação com o trimestre anterior, a taxa de desemprego caiu em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará. Nas demais unidades da federação, o indicador permaneceu estável. Os dados também mostram diferenças de gênero, com taxas mais altas entre mulheres, e por cor ou raça: o indicador ficou abaixo da média nacional de 5,1% somente entre pessoas brancas (4%), e acima entre pretas (6,1%) e pardas (5,9%).
Ainda nos três últimos meses do ano, 1,1 milhão de pessoas buscavam trabalho havia dois anos ou mais, uma queda de 19,6% em relação ao mesmo período de 2024. Entre os que procuravam emprego há menos de um mês, o contingente também foi de 1,1 milhão, recuo de 23,1% frente ao quarto trimestre de 2024. A taxa de subutilização da força de trabalho foi de 13,4% no país, com maior nível no Piauí (27,8%) e menor em Santa Catarina (4,4%).
O percentual de pessoas que desistiram de procurar trabalho ficou em 2,4%. O Maranhão teve a maior proporção (9,1%), e Santa Catarina, a menor (0,3%). Entre os trabalhadores do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada, com Santa Catarina liderando (86,3%) e Maranhão com o menor percentual (52,5%). A parcela de trabalhadores por conta própria foi de 25,3% no país, e a taxa de informalidade atingiu 37,6% da população ocupada.
No resultado anual, a taxa de desemprego recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica, em 2012. Em 20 estados, o indicador também registrou o menor nível de toda a série. A taxa anual de subutilização do trabalho ficou em 14,5%, com maior nível no Piauí (31,0%) e menor em Santa Catarina (4,6%). Já a taxa anual de informalidade atingiu 38,1% da população ocupada.
Em relação à renda, o rendimento médio anual habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.560 em 2025. No quarto trimestre, o rendimento médio mensal foi estimado em R$ 3.613, crescimento ante o trimestre anterior (R$ 3.527) e ante o mesmo período de 2024 (R$ 3.440). A soma de todos os rendimentos do trabalho no país chegou a R$ 367,6 bilhões no quarto trimestre de 2025.



