A deflação registrada em junho nos Estados Unidos trouxe alívio temporário aos mercados, mas a inflação acumulada ainda mantém o Federal Reserve (Fed) em estado de alerta. Dados recentes mostram queda nos preços ao consumidor, reduzindo as expectativas de um novo aumento de juros na reunião de julho. Operadores diminuíram as apostas em uma alta na próxima decisão monetária.
Impacto nos mercados e perspectiva do Fed
O índice de preços ao consumidor (CPI) de junho apresentou queda de 0,1% em relação ao mês anterior, enquanto a inflação anual recuou para 3,0%. Apesar disso, a inflação subjacente, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, ainda está em 4,8%, bem acima da meta de 2% do Fed. A presidente do Fed, Jerome Powell, deve testemunhar no Congresso nesta semana, após sinalizar cautela e manter distância de pressões políticas. Segundo analistas, a deflação pode ser um sinal de que a política monetária contracionista está surtindo efeito, mas não o suficiente para declarar vitória.
Nova febre da renda fixa e oportunidades
No Brasil, a renda fixa continua atraindo investidores com títulos que pagam até CDI+5%, como CDBs, LCIs e LCAs. O Tesouro IPCA+ 2026 está próximo do vencimento, e especialistas recomendam reinvestir em papéis com juros históricos. No entanto, é preciso cautela: a alta da Selic e a inflação ainda pressionam o orçamento das famílias. O aluguel acumula alta de 5,24% no semestre, enquanto o cashback do Imposto de Renda começa a ser pago em 15 de julho.
Desempenho de construtoras e FIIs
No setor imobiliário, Cyrela e Eztec apresentaram resultados mistos no segundo trimestre. Analistas apontam que a Cyrela teve melhor desempenho em vendas, enquanto a Eztec se destacou em margens. Já os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) como MXRF11 e JSRE11 pagaram dividendos de até 2,08%, mas o mercado vê espaço para crescimento em fundos de até R$ 30 bilhões, segundo o Santander.
Mercado internacional e alertas de bancos
Nos EUA, grandes bancos como JPMorgan, Citigroup e Goldman Sachs superaram as projeções de lucro no segundo trimestre. O JPMorgan lucrou US$ 6,6 bilhões e aprovou aumento de dividendo, mas seu CEO Jamie Dimon alertou para riscos geopolíticos e inflação persistente. O Goldman Sachs também superou expectativas, enquanto o Citigroup vê ventos contrários em sua divisão de cartão de crédito. Enquanto isso, o Ibovespa opera volátil, com investidores de olho nas decisões do Fed e na política doméstica.
Política e economia doméstica
No Brasil, o governo tenta acordo para votar a Medida Provisória do frete, visando superar pressão dos caminhoneiros. A ANP criou um aplicativo para motoristas conferirem a qualidade dos postos de combustível. Já a Oncoclínicas aprovou pedido de recuperação extrajudicial para dívidas de R$ 5,1 bilhões. No campo político, Eduardo Bolsonaro afirmou que se Flávio perder, não haverá eleições em 2030, enquanto Janja classificou críticas a gastos como misoginia.
Investimentos e educação financeira
Para quem busca aprender, cursos gratuitos de inteligência artificial e renda fixa estão disponíveis. A educação financeira infantil também é destaque, com atividades lúdicas para as férias. Ferramentas como calculadoras de dividendos e planilhas de gastos ajudam no planejamento. O mercado de seguros também evolui, com uso de IA para acelerar pagamentos de indenizações.



