Deflação em junho alivia, mas inflação acumulada exige cautela do Fed
Deflação em junho alivia, mas inflação acumulada exige cautela

O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos registrou deflação em junho, trazendo alívio para os mercados financeiros. No entanto, a inflação acumulada nos últimos 12 meses ainda permanece elevada, o que mantém o Federal Reserve (Fed) em estado de alerta. Operadores reduziram as apostas em uma alta dos juros na reunião de julho, após a divulgação dos dados.

Deflação em junho e impacto nos mercados

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) caiu 0,1% em junho na comparação com maio, a primeira queda mensal desde maio de 2020. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,1% no mês, abaixo das expectativas de 0,2%. Na base anual, o CPI subiu 3,0%, contra 3,3% em maio, enquanto o núcleo anual ficou em 3,3%, ante 3,4% no mês anterior.

Segundo analistas do CME Group, a probabilidade de um corte de juros em setembro subiu para 85%, ante 70% antes dos dados. Para julho, a chance de manutenção da taxa atual é de 95%.

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Reação do Fed e perspectivas

O chair do Fed, Jerome Powell, afirmou em depoimento ao Congresso que a inflação ainda está acima da meta de 2% e que são necessários mais dados antes de qualquer flexibilização. Powell destacou que o mercado de trabalho continua forte, o que pode adiar cortes.

Economistas do Goldman Sachs projetam que o Fed iniciará cortes em setembro, com um total de 0,75 ponto percentual até o fim do ano. Já o JPMorgan alerta para riscos geopolíticos e inflação persistente, que podem limitar a margem de manobra do banco central.

Impacto nos investimentos

A renda fixa brasileira segue atraente, com títulos como o Tesouro IPCA+ oferecendo taxas reais elevadas. Contudo, especialistas recomendam cautela. A Dahlia, gestora de recursos, prefere a Bolsa de Valores mesmo com o IPCA+ em nível atraente. Entre as ações preferidas estão as de setores como construção civil e tecnologia.

O mercado de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) também chama atenção. O Santander vê espaço para crescimento em fundos de até R$ 30 bilhões, enquanto MXRF11, JSRE11 e outros pagam dividendos com yields de até 2,08%.

Outros destaques do mercado

No Brasil, a Oncoclínicas aprovou pedido de recuperação extrajudicial para dívidas de R$ 5,1 bilhões. Já a Cyrela e a Eztec apresentaram desempenhos distintos no segundo trimestre, com analistas apontando a Cyrela como mais resiliente.

No exterior, o Citigroup superou projeções de lucro, mas vê ventos contrários na divisão de cartão de crédito. O JPMorgan também superou expectativas no 2T, com Jamie Dimon alertando para riscos geopolíticos e inflação. O Goldman Sachs lucrou US$ 6,6 bilhões e aprovou aumento de dividendo trimestral.

Política e cenário doméstico

O governo tenta acordo para votar a MP do frete e superar pressão dos caminhoneiros. A ANP criou um app para motoristas conferirem a qualidade dos postos de combustível. A Receita Federal paga cashback do Imposto de Renda nesta terça-feira (15).

No campo político, Eduardo Bolsonaro afirmou que se Flávio perder, “não haverá eleições em 2030”. Janja criticou as críticas aos gastos como “misoginia” e disse ser a única primeira-dama que trabalha. O presidente da Câmara, Motta, deve conversar com líderes sobre reação após decisão de Dino sobre emendas.

Cenário internacional

Na Ucrânia, a Rússia bombardeou Kiev com mísseis no quinto ataque deste mês. Em Gaza, fogo israelense matou nove pessoas, incluindo uma criança de 10 anos. Uma juíza decidiu que o acordo de imunidade de Trump não tem “fundamento legal”.

O New York Times reporta que Putin transformou o Japão em um “covil de espiões” e que Trump buscou saída, mas Putin insistiu na ofensiva de guerra – ambos estão em um impasse.

Educação financeira e ferramentas

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