Os mercados financeiros globais operam com atenção voltada para a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) de junho, que pode influenciar as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos. Na quinta-feira, 2 de julho de 2026, os índices futuros de Nova York apresentam sinais mistos, enquanto investidores aguardam o dado às 9h30 (horário de Brasília).
Petróleo cai 1% e minério de ferro avança
Os preços do petróleo operam em baixa, com o WTI recuando 1,47%, a US$ 67,57 o barril, e o Brent caindo 1,30%, a US$ 70,64 o barril. A queda é impulsionada por sinais de progresso nas negociações indiretas entre os EUA e o Irã, aliviando preocupações com possíveis interrupções no fornecimento no Oriente Médio. Por outro lado, o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,48%, a 740 iuanes (US$ 108,91), depois que Pequim restringiu as entregas de certos produtos da Fortescue para algumas siderúrgicas locais.
Taxa de desemprego da zona do euro permanece em 6,2% em maio
A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 6,2% em maio, abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, que esperavam 6,3%. O dado reforça a resiliência do mercado de trabalho europeu.
Bolsas da Ásia fecham na maioria com perdas
As ações chinesas caíram para a menor cotação em três semanas, pressionadas por uma forte onda de vendas entre as fabricantes de chips. A fabricante de chips Naura interrompeu uma sequência de alta de 10 dias que a havia levado a máximas históricas, caindo até o limite diário de 10% de variação. Outras empresas do setor, como SMIC, Giga Device e Hua Hong Semiconductor, registraram quedas entre 6,7% e 10%. "As ações do setor de tecnologia esfriaram acentuadamente à medida que os mercados passaram por um período de rotação", afirmaram analistas da Huatai Futures em uma nota. O índice Shanghai SE caiu 2,03%, enquanto o Nikkei (Japão) recuou 2,47%. Em contrapartida, o Hang Seng Index (Hong Kong) subiu 0,58%, o Nifty 50 (Índia) avançou 0,61% e o ASX 200 (Austrália) fechou estável com +0,02%.
Irã adverte EUA contra interferência no Estreito de Ormuz
O Irã afirmou nesta quinta-feira que qualquer interferência dos EUA no Estreito de Ormuz provocaria uma resposta “decisiva e rápida”, segundo a mídia estatal. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que coordena as operações das Forças Armadas do Irã, disse que todos os navios-tanque e embarcações comerciais devem seguir as rotas designadas por Teerã para uma passagem segura pelo estreito, acrescentando que desvios ou descumprimento dos protocolos de navegação resultariam em resposta imediata.
Bolsas da Europa avançam juntas
As ações europeias registravam ligeira alta, com ganhos nos setores defensivos compensando a queda nas ações relacionadas à inteligência artificial. O índice STOXX 600 subia 0,58%, o DAX (Alemanha) +0,92%, o FTSE 100 (Reino Unido) +0,46%, o CAC 40 (França) +0,82% e o FTSE MIB (Itália) +1,13%.
EUA: índices futuros operam mistos
Os índices futuros de Nova York operam mistos, véspera do feriado da Independência dos EUA. O Dow Jones Futuro sobe 0,15%, o S&P 500 Futuro cai 0,04% e o Nasdaq Futuro recua 0,36%. O mercado aguarda o payroll de junho, com expectativa de criação de 110 mil empregos, segundo economistas consultados pela Reuters. A taxa de desemprego deve permanecer em 4,3%. Declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, na quarta-feira, reduziram as apostas de um novo aumento das taxas ainda neste ano.
Ibovespa e dólar ontem
O Ibovespa fechou a quarta-feira (1º) com baixa de 0,20%, aos 171.688,61 pontos, com volume de R$ 22,70 bilhões. O dólar comercial subiu 0,90%, cotado a R$ 5,209 na venda, após duas baixas seguidas. O DXY, índice do dólar, avançou 0,21%, aos 101,40 pontos.
Agenda nacional
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa de dois eventos no Rio de Janeiro, marcados para as 9h30 e 11h.



