O Bank of America (BofA) rebaixou sua recomendação para o Brasil de 'overweight' para 'neutro', citando expectativas de que a taxa Selic atinja 14,25% ao ano até o final de 2026. A decisão reflete preocupações com o cenário fiscal e a inflação persistente, que devem limitar o espaço para cortes de juros no médio prazo.
Impacto nos ativos locais
Segundo analistas do BofA, o ambiente de juros elevados por mais tempo reduz o apetite por ativos de risco brasileiros. Entre as ações mais afetadas estão as de setores cíclicos e de consumo, que tendem a sofrer com custos de crédito mais altos. Por outro lado, papéis de empresas exportadoras de commodities podem se beneficiar da desvalorização cambial.
Recomendações do banco
O BofA manteve recomendação de compra para algumas ações específicas, como as do setor de petróleo e gás, mineração e siderurgia. Entre os destaques estão Petrobras, Vale e Gerdau, que devem se beneficiar da demanda global e da alta do dólar.
Riscos para investidores
Além da Selic elevada, o banco aponta outros riscos para o mercado brasileiro, como a incerteza fiscal e a volatilidade política. A aprovação de medidas de ajuste fiscal será crucial para melhorar a percepção de risco do país.
O rebaixamento do BofA ocorre em meio a um movimento de aversão ao risco global, com investidores monitorando de perto a inflação nos Estados Unidos e as tensões geopolíticas. No Brasil, o Ibovespa recuou com o aumento da aversão ao risco.



