Bancos, Smart Fit e Positivo: destaques do mercado no 2T26
Bancos, Smart Fit e Positivo: destaques do 2T26

O segundo trimestre de 2026 trouxe movimentos distintos para grandes empresas brasileiras. Entre os bancos, Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco apresentaram desempenhos variados, com analistas apontando ganhos de participação para uns e perdas para outros. No setor de fitness, a Smart Fit conseguiu neutralizar os efeitos do ano eleitoral e da Copa do Mundo com o programa TotalPass, segundo o fundador da rede. Já a Positivo Tecnologia busca reduzir sua dependência do varejo, investindo em serviços corporativos e inteligência artificial.

Desempenho dos quatro grandes bancos

O mercado financeiro acompanhou de perto os balanços do segundo trimestre de 2026 de Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco. De acordo com analistas consultados pelo InfoMoney, o Santander se destacou com crescimento em crédito imobiliário e cartões, enquanto o BB teve desempenho sólido no agronegócio. O Itaú, por sua vez, manteve liderança em eficiência operacional, mas enfrentou pressão em margens. O Bradesco, após reestruturação, mostrou sinais de recuperação, porém ainda perde espaço em segmentos como crédito consignado. Especialistas apontam que a concorrência por depósitos e a inadimplência controlada foram os principais fatores que diferenciaram os resultados.

Smart Fit: TotalPass como escudo contra sazonalidades

A Smart Fit conseguiu neutralizar as flutuações típicas de ano eleitoral e Copa do Mundo graças ao programa TotalPass, afirmou o fundador da empresa. “O TotalPass nos deu uma base de receitas recorrentes que amorteceu impactos sazonais”, disse ele em entrevista ao InfoMoney. A rede de academias registrou aumento no número de assinantes corporativos, compensando a queda em planos individuais durante os períodos de menor movimento. A estratégia de fidelização via benefícios empresariais mostrou-se eficaz, com crescimento de 12% na base de usuários ativos no trimestre.

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Positivo busca novo rumo com serviços e IA

A Positivo Tecnologia está em processo de transformação para reduzir sua exposição ao varejo tradicional. A empresa anunciou investimentos em serviços corporativos, como soluções de inteligência artificial para pequenas e médias empresas. Segundo o CEO, a meta é que os serviços representem 30% do faturamento até 2027, contra os atuais 15%. “O mercado de consumo está volátil, e precisamos de receitas mais previsíveis”, explicou. A Positivo também firmou parcerias com startups de IA para oferecer ferramentas de automação a clientes empresariais.

Mercados internacionais e petróleo

Em Nova York, as bolsas subiram impulsionadas por uma trégua temporária nas tensões entre Irã e Israel. O petróleo despencou com a expectativa de redução de riscos geopolíticos, caindo mais de 4% no período. Investidores monitoram o Fed e os balanços das big techs, que devem influenciar o humor dos mercados nas próximas semanas. No Brasil, o Focus aponta estabilidade nas projeções de inflação, enquanto os balanços de TIM e Vivo são aguardados para avaliar o setor de telecomunicações.

Política: Lula favorito, mas Flávio Bolsonaro no radar

Em Brasília, analistas políticos já veem o presidente Lula como favorito para a reeleição em 2026, mas não descartam uma candidatura de Flávio Bolsonaro. “O cenário ainda é fluido, mas Flávio tem potencial para unir a direita”, afirmou um cientista político ouvido pelo InfoMoney. O Itamaraty, por sua vez, convocou o embaixador da Argentina para manifestar repulsa por declarações do presidente Javier Milei, que criticou o governo brasileiro. A crise diplomática gerou instabilidade, mas sem impacto direto nos mercados.

Outros destaques empresariais

No campo empresarial, a Embraer elevou sua carteira de pedidos em 16% no segundo trimestre, alcançando US$ 21 bilhões, impulsionada pela demanda por jatos executivos e aeronaves militares. A Caixa distribuirá lucros do FGTS aos trabalhadores, com valores que variam conforme o saldo de cada conta. Já a Sanfarma, em parceria com Disney e Turma da Mônica, projeta faturar R$ 150 milhões com licenciamento de personagens em produtos farmacêuticos. O CEO da Oakley no Brasil afirmou que “pessoas não compram produtos, compram pertencimento”, destacando a estratégia de branding da empresa.

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Mercado de seguros e finanças pessoais

O seguro de vida ganha importância na carteira dos brasileiros, mesmo antes da formação de patrimônio, segundo especialistas. Uma pesquisa mostrou que 85% dos moradores de favelas têm interesse em seguros, mas a renda limita o acesso. O El Niño também entra na conta das seguradoras, que ajustam prêmios para riscos climáticos. No mercado de assessoria de investimentos, a W1 foi eleita a melhor assessoria do País, e Pedro Figueira, da Alianco, o melhor assessor do ano, segundo o prêmio Advisor.