O segundo trimestre de 2026 trouxe resultados mistos para os quatro maiores bancos do Brasil. Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco apresentaram desempenhos distintos, refletindo cenários macroeconômicos e estratégias corporativas divergentes. Enquanto o Santander surpreendeu positivamente, o Bradesco enfrentou desafios com margens mais apertadas.
Resultados do trimestre
O Santander registrou lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, alta de 8% ante o trimestre anterior, impulsionado pelo crescimento da carteira de crédito e redução das provisões. O Banco do Brasil, por sua vez, manteve estabilidade, com lucro de R$ 8,2 bilhões, beneficiado pelo agronegócio. O Itaú reportou lucro de R$ 9,1 bilhões, ligeiramente acima das expectativas, mas com aumento da inadimplência no segmento de pessoas físicas. O Bradesco ficou aquém, com lucro de R$ 6,8 bilhões, impactado por custos operacionais mais altos e menor demanda por crédito imobiliário.
Inflação e confiança do consumidor
O mercado reduziu a projeção para a inflação de 2026 pela quarta semana consecutiva, agora estimando 4,2% pelo IPCA. Segundo o boletim Focus, as expectativas ancoradas indicam arrefecimento dos preços, mas a confiança do consumidor caiu em junho, com o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuando 1,5 ponto, para 94,3 pontos. A percepção sobre o presente piorou, enquanto as expectativas futuras permaneceram estáveis.
Política externa e impactos
Na arena política, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como “grave” e “inaceitável” a interferência do presidente argentino Javier Milei em discurso durante ato do PL no Brasil. O governo Milei descartou pedir desculpas, elevando a tensão diplomática. Especialistas consultados pela XP discutem a legalidade do uso de inteligência artificial de Jair Bolsonaro em convenção partidária.
Recomendações e movimentos de mercado
No mercado de seguros, o Morgan Stanley rebaixou BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, levando as ações a caírem. Já a WEG recebeu dupla elevação para compra, com analistas destacando “nova fase de crescimento”. A Vale foi cortada para neutro pelo Goldman Sachs, que vê poucos gatilhos no curto prazo. O petróleo pressionou PRIO, Petrobras e PetroRecôncavo, que lideraram as quedas.



