Acordo EUA-Irã: impactos na Petrobras e no mercado brasileiro
Acordo EUA-Irã: impactos na Petrobras e no mercado

O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, anunciado neste fim de semana, já provoca ondas no mercado financeiro global e brasileiro. As ADRs da Petrobras caíram 4% nesta segunda-feira, acompanhando a queda do petróleo, que recuou mais de 3% com a perspectiva de aumento da oferta iraniana. O Ibovespa futuro, por outro lado, opera em alta, impulsionado pelo apetite por risco. A consultoria Eurasia classificou o Irã como o maior fracasso externo de Donald Trump e avalia que o acordo é a melhor opção disponível.

Impacto na Petrobras e no petróleo

As ações da Petrobras negociadas em Nova York (ADRs) caíram 4% no pré-mercado, refletindo a desvalorização do barril de petróleo. O Brent recuou para perto de US$ 71, e o WTI caiu para US$ 67. O acordo prevê a suspensão de sanções ao Irã em troca de limites ao programa nuclear, o que pode adicionar até 1,5 milhão de barris diários ao mercado global. Para a Petrobras, a notícia é negativa no curto prazo, pois reduz as margens de refino e o valor de suas reservas. No entanto, a empresa pode se beneficiar de um ambiente geopolítico mais estável e de custos de logística menores.

Ibovespa e mercado de juros

O Ibovespa futuro opera em alta de 0,8%, aos 128.500 pontos, com o mercado avaliando o acordo como positivo para o risco Brasil. A trégua entre EUA e Irã reduz a aversão ao risco global, favorecendo ativos emergentes. O dólar comercial cai 0,5%, cotado a R$ 5,12. No mercado de juros, as taxas futuras recuam, com o DI para janeiro de 2027 caindo para 13,60%. O Boletim Focus elevou a projeção da inflação para 2026 de 5,2% para 5,4%, mas manteve a Selic em 13,75% no fim do ano. O Copom enfrenta um ponto crítico: cortar ou pausar a Selic? A decisão será anunciada na quarta-feira.

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Geopolítica e esportes

A tensão geopolítica também chega aos campos: o Irã enfrenta a Nova Zelândia na Copa do Mundo de 2026, mesmo após o acordo de paz. O jogo é visto como um termômetro da estabilidade regional. Enquanto isso, a Suécia goleou a Tunísia e assumiu a liderança do Grupo F, ultrapassando Holanda e Japão. No setor de seguros, a complexidade geopolítica afeta as coberturas para a Copa do Mundo, com prêmios mais altos para eventos relacionados a conflitos.

Outros destaques do mercado

A Axia Energia aprovou o resgate de 576.923 ações preferenciais classe C. O minério de ferro na China subiu com preocupações sobre a oferta australiana. A SpaceX deve dar continuidade à trajetória de alta após estreia recorde em Wall Street. No mercado de crédito, gestores da Ibiuna veem o setor como uma ilha em meio à tempestade macro. A XP indica os melhores fundos de crédito para investir. No setor de tecnologia, a Visa e a Mastercard querem sacudir o mercado de stablecoins, mas enfrentam desafios regulatórios.

Política e economia

O presidente Lula chegou à França para a cúpula do G7 e se reúne com Macron e líderes do Egito e Suíça. Ele também editou uma MP com R$ 337 milhões em crédito extra para o Ministério do Meio Ambiente e sancionou o novo Marco Legal do Transporte Público, com veto a gratuidades. No mundo, a Rússia atacou um complexo religioso na Ucrânia, matando cinco pessoas. A Suíça rejeitou um plano de limitar sua população a 10 milhões. Na Armênia, a comissão eleitoral confirmou a vitória do partido do atual primeiro-ministro. As mortes em Gaza passam de 73 mil, apesar do cessar-fogo.

Finanças pessoais e investimentos

O fim da jornada 6x1 não seria para todos: entenda quais profissionais ficariam de fora. Posso colocar a bandeira do Brasil na minha varanda na Copa? Entenda as regras. Mês dos namorados: qual o melhor investimento para fazer a dois? Veja dicas. Mais brasileiras 60+ vivem sozinhas; veja como proteger patrimônio e autonomia. Homens de 30 a 59 anos que moram sozinhos devem priorizar quais seguros? Veja os 4 erros no seguro-viagem que podem te deixar sem cobertura.

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Startups e tecnologia

A Astella lançou um score para medir a resiliência de startups frente à inteligência artificial. A Monashees afirma que a geração de startups brasileiras nasce global. A brasileira que processou o governo americano e criou uma empresa de US$ 22 bilhões é destaque. A Zoom Holding começou com R$ 14 mil e quer bater R$ 1 bilhão em 2026. A Blue Owl alerta que a corrida no private credit não é baseada em fundamentos. Os pioneiros dos FIIs contam a origem do mercado.