Acordo EUA-Irã derruba petróleo e impacta ações da Petrobras
Acordo EUA-Irã derruba petróleo; Petrobras cai 4%

O anúncio de um acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã gerou forte reação nos mercados financeiros globais, com impacto direto no preço do petróleo e nas ações da Petrobras. Os ADRs (recibos de ações negociados em Nova York) da estatal brasileira caíram 4% nesta segunda-feira, acompanhando a desvalorização da commodity. O Ibovespa futuro, por outro lado, opera em alta, refletindo o apetite por risco dos investidores diante da perspectiva de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Petróleo em queda e o efeito na Petrobras

O barril de petróleo tipo Brent recuou mais de 3% nas primeiras horas do pregão, pressionado pela expectativa de que o acordo entre EUA e Irã possa aumentar a oferta global da commodity. O Irã, um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), tem potencial para elevar suas exportações caso as sanções sejam aliviadas. Para a Petrobras, a queda do petróleo representa um desafio adicional, uma vez que a empresa já enfrenta incertezas sobre a política de preços e a governança corporativa.

Analistas do Eurasia Group classificaram o Irã como o maior fracasso externo do ex-presidente Donald Trump e afirmaram que o acordo atual é a melhor opção disponível para conter o programa nuclear iraniano. A consultoria política destacou que, embora o pacto seja preliminar, ele sinaliza uma mudança significativa na dinâmica regional.

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Ibovespa futuro em alta e mercado de risco

O Ibovespa futuro subiu mais de 1% nos primeiros negócios, impulsionado pelo maior apetite por risco. Investidores migram para ativos de maior retorno, como ações brasileiras, em detrimento de portos seguros como o dólar e o ouro. O movimento reflete a crença de que a paz no Oriente Médio pode reduzir pressões inflacionárias globais e abrir espaço para cortes de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

No mercado de câmbio, o dólar comercial opera em queda ante o real, cotado a R$ 5,65, enquanto a taxa de juros futura (DI) recua em todos os vencimentos. A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic em 13,75% ao ano na reunião desta semana, mas o comunicado pode sinalizar um possível corte em agosto.

Impacto no mercado brasileiro

Além da Petrobras, outras empresas brasileiras com exposição ao setor de energia e commodities sentem os efeitos do acordo. Ações de petroleiras juniores e de empresas de logística e transporte também registram volatilidade. Por outro lado, setores como o de aviação e varejo se beneficiam da queda do petróleo, que reduz custos com combustíveis e logística.

O Boletim Focus, divulgado nesta manhã, elevou a projeção da inflação para 2026, mas manteve a expectativa de Selic em 13,75% no fim do ano. A pesquisa com economistas também mostra que a mediana para o PIB em 2025 foi revisada para cima, refletindo o otimismo com o cenário externo.

Reações políticas e geopolíticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está na França para participar da cúpula do G7, deve se reunir com o presidente Emmanuel Macron e líderes do Egito e da Suíça para discutir o acordo e suas implicações para o comércio global. O governo brasileiro vê com bons olhos a distensão no Oriente Médio, que pode abrir novas oportunidades de negócios para o agronegócio e a indústria nacional.

Enquanto isso, no campo esportivo, a Seleção Iraniana enfrenta a Nova Zelândia na Copa do Mundo de 2026 sob o peso da tensão geopolítica, mesmo após o anúncio do acordo. O jogo é visto como um termômetro da estabilidade na região.

O mercado de crédito privado, por sua vez, segue como uma ilha em meio à tempestade macroeconômica, segundo gestores da Ibiuna. Fundos de crédito rendem mais após a ressaca do setor, e a XP indica os melhores papéis para investidores que buscam rendimento em meio à volatilidade.

Acompanhe ao vivo a cotação do Ibovespa, dólar e juros, além das principais notícias que movimentam o mercado financeiro nesta segunda-feira.

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