Apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no acumulado de 2025, segundo levantamento recente. O resultado chama a atenção em um universo de centenas de fundos, evidenciando a seletividade do mercado e a dificuldade de gestores em gerar retorno acima do benchmark em um cenário de juros elevados e volatilidade.
O que os fundos vencedores têm em comum?
Os fundos que bateram o CDI compartilham características como exposição a ativos de maior risco controlado, uso de estratégias de hedge cambial e posições em renda fixa indexada à inflação. Além disso, todos apresentam baixa correlação com o Ibovespa e gestão ativa com foco em proteção de capital.
O levantamento foi realizado com base nos dados da Anbima e considera o desempenho líquido de taxas de administração e performance. O CDI acumula alta de aproximadamente 13,5% no período, enquanto os fundos vencedores registraram retornos entre 14% e 16%.
Brasil segue favorito do Morgan Stanley; o que pode destravar a Bolsa?
O Morgan Stanley reafirmou sua recomendação de overweight para o Brasil, destacando valuations atrativos e o potencial de corte de juros. Segundo o banco, a aprovação de reformas estruturais, como a tributária, e a melhora no cenário fiscal são os principais catalisadores para uma retomada da Bolsa.
O Ibovespa opera perto dos 174 mil pontos, mas enfrenta resistência devido à aversão a risco global e às incertezas políticas domésticas. O banco americano projeta que o índice pode atingir 200 mil pontos em 12 meses, caso o cenário econômico se consolide.
Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana
O Boletim Focus do Banco Central mostrou nova redução na projeção do IPCA para 2026, que caiu de 3,80% para 3,75% – a terceira queda consecutiva. A mediana das expectativas para 2025 permanece em 4,85%, ainda acima do centro da meta de 3,0%.
A redução reflete a percepção de que a política monetária contracionista e a desaceleração econômica global devem conter a inflação. No entanto, o mercado segue atento aos riscos fiscais e à trajetória da dívida pública.
GPA nega favorecer credores em plano de recuperação extrajudicial
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) negou qualquer favorecimento a credores em seu plano de recuperação extrajudicial, apresentado à Justiça de São Paulo. A empresa afirma que o plano trata todos os credores de forma equânime e que as negociações foram conduzidas de acordo com a lei.
O plano prevê o alongamento de dívidas de cerca de R$ 1,8 bilhão, com prazo de até 10 anos. A proposta ainda precisa ser aprovada pela assembleia de credores, marcada para o próximo mês.
Mercados: Ibovespa tenta sustentar os 174 mil pontos
O Ibovespa opera em leve alta nesta segunda-feira, tentando sustentar o patamar dos 174 mil pontos, após três semanas consecutivas de ganhos. O índice é influenciado pelo desempenho das commodities, com o minério de ferro em queda na China, e pela tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã.
O petróleo zerou a alta após declarações do ministro do Irã sobre negociações com os EUA, o que aliviou os temores de interrupção no fornecimento. A commodity opera estável, ao redor de US$ 85 o barril do Brent.
Raízen recebe prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar ações
A Raízen (RAIZ4) recebeu da B3 um prazo até março de 2027 para reenquadrar suas ações ao preço mínimo de R$ 1,00. Atualmente, os papéis são negociados abaixo desse valor, o que pode levar à exclusão do Novo Mercado se a condição não for cumprida.
A companhia informou que estuda alternativas, como grupamento de ações ou aumento de capital, para atender à exigência. A ação fechou a R$ 0,89 na última sexta-feira.
China: estatais compram quase US$ 9 bilhões em ações para sustentar mercado
As estatais chinesas adquiriram cerca de US$ 9 bilhões em ações no mercado doméstico, como parte de um esforço do governo para sustentar os preços dos ativos em meio à desaceleração econômica. A medida foi anunciada pelo órgão regulador de valores mobiliários da China.
Os aportes se concentraram em ações de empresas de tecnologia e energia, setores que sofreram com a crise imobiliária e as tensões comerciais com os EUA. O índice Shanghai Composite subiu 1,2% no dia.
Krugman: tarifas de Trump visam punir Pix, mas dificilmente terão efeito
O economista Paul Krugman afirmou que as tarifas propostas por Donald Trump contra o Brasil têm como alvo o sistema de pagamentos instantâneos Pix, mas que dificilmente terão efeito prático. Em artigo no The New York Times, Krugman argumenta que as tarifas são uma tentativa de punir o Brasil por políticas cambiais e comerciais, mas que o impacto sobre a economia brasileira seria limitado.
“As tarifas são mais um gesto político do que uma medida econômica eficaz”, escreveu Krugman. O Brasil respondeu que buscará negociação diplomática para evitar a imposição das taxas.
Os mercados globais seguem atentos ao desdobramento das tensões comerciais, que podem afetar o fluxo de comércio e investimentos entre os países.



