O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, abaixo do esperado pelo mercado, que projetava alta de 0,20%. O dado reforça a aposta em um corte da taxa Selic na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom).
Inflação abaixo do esperado
O resultado de junho representa uma desaceleração em relação a maio, quando o IPCA havia subido 0,23%. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial do país chega a 4,23%, ainda acima do centro da meta de 3,5%, mas dentro do intervalo de tolerância. Segundo analistas, o dado abre espaço para o Banco Central iniciar um ciclo de afrouxamento monetário.
Impacto nos juros e na renda fixa
A perspectiva de corte da Selic impulsiona títulos de renda fixa atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+. Com a queda esperada dos juros, papéis com taxas de IPCA+17% chamam a atenção de investidores em busca de proteção e rentabilidade. No entanto, a alta do petróleo no mercado internacional mantém o alerta, pois pode pressionar os preços de combustíveis e, consequentemente, a inflação.
Reação do mercado
O mercado financeiro reagiu positivamente ao dado, com queda nas taxas de juros futuros e alta na Bolsa. Para o economista-chefe de uma corretora, “o IPCA fraco reforça a tese de que a Selic pode cair já em agosto, mas o Copom deve manter cautela devido às incertezas externas”.



