A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em maio, atingindo 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. O percentual superou a expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters, que projetavam 80,7%. Em abril, a dívida bruta estava em 80,2% do PIB.
Dívida líquida também supera projeções
A dívida líquida do setor público fechou maio em 67,9% do PIB, ante 67,2% no mês anterior. A previsão do mercado era de 68,1%, segundo a Reuters. O aumento reflete o crescimento do endividamento público em um cenário de juros elevados e déficit primário.
Déficit primário pior que o esperado
Em maio, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 56,131 bilhões, valor superior ao saldo negativo de R$ 53,5 bilhões projetado pelos economistas. O resultado foi influenciado pelo desempenho do governo central, que apresentou déficit de R$ 55,169 bilhões. Estados e municípios contribuíram com um rombo de R$ 1,236 bilhão, enquanto as estatais tiveram superávit de R$ 273 milhões, conforme os dados do Banco Central.
Impacto nas contas públicas
O aumento da dívida e o déficit primário acima do esperado indicam desafios para o ajuste fiscal. O governo tem buscado equilibrar as contas, mas os resultados de maio mostram que a trajetória da dívida continua pressionada. Especialistas apontam que a manutenção de juros altos e o crescimento das despesas obrigatórias dificultam a redução do endividamento.



