Apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI no acumulado de 2025, segundo levantamento recente. O resultado reforça a dificuldade do segmento em entregar retornos acima do benchmark em um cenário de juros elevados e volatilidade.
Estratégias comuns entre os vencedores
Os fundos que bateram o CDI compartilham características como exposição a juros reais (NTN-Bs) e alocação em ações de valor, setores elétrico e bancos. Além disso, mantiveram posições vendidas em dólar e evitaram exposição a moedas emergentes.
Segundo analistas, a combinação de proteção contra inflação e seleção criteriosa de ativos de renda variável foi determinante. "Eles conseguiram navegar a curva de juros sem tomar risco excessivo", afirma um gestor ouvido pela reportagem.
Desempenho do mercado e perspectivas
O Ibovespa opera perto dos 174 mil pontos, tentando sustentar o patamar. No exterior, a China comprou quase US$ 9 bilhões em ações de estatais para sustentar o mercado, enquanto o minério de ferro recua com demanda sazonal fraca.
No cenário político, o presidente Lula se aproxima das convenções com a pendência de Goiás, enquanto o governador Caiado deve se encontrar com Ciro Gomes. A fala de Zema sobre Michelle como vice irrita o PL.
Outros destaques
O mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva, segundo o Focus. O Bradesco é visto como descontado pelo BBA, mas sem consenso. A Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar ações acima de R$ 1.
No âmbito internacional, a desvalorização da moeda do Irã bateu recorde: 1,95 milhão de riais por dólar. O petróleo zerou alta após fala do ministro iraniano sobre negociações com os EUA.
Indicadores e recomendações
Para quem busca renda fixa, o Tesouro Direto prefixado sobe com tensão entre EUA e Irã. CDBs, LCIs e LCAs continuam com taxas atrativas. A Expert XP 2026 terá Will Smith como atração principal, e a programação inclui espaço para desenvolvimento pessoal.



