Só 5 fundos multimercados batem CDI em 2026; veja o que eles têm em comum
Só 5 fundos multimercados batem CDI em 2026; veja o que têm em comum

Em um ano marcado por juros elevados e volatilidade nos mercados globais, apenas cinco fundos multimercados conseguiram superar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no acumulado de 2026, segundo levantamento da XP Investimentos. O resultado contrasta com a performance da maioria dos fundos da categoria, que enfrentaram dificuldades para entregar retornos acima do benchmark.

Estratégias vencedoras: o que os fundos têm em comum

Os fundos que bateram o CDI compartilham características como alocação em ativos de baixa correlação com a renda fixa tradicional, uso de derivativos para proteção cambial e exposição a setores específicos da economia real. Entre os destaques estão fundos que investem em crédito privado de alta qualidade, operações de arbitragem e posições compradas em dólar.

Segundo a XP, a média de retorno dos fundos multimercados no período ficou em 98% do CDI, com a mediana ainda menor. Apenas 5% dos fundos da amostra conseguiram superar o índice, que acumula alta de 12,5% no ano.

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Brasil segue favorito do Morgan Stanley; o que pode destravar a Bolsa?

O Morgan Stanley reiterou sua recomendação de overweight (exposição acima da média) para ações brasileiras, citando valuations atrativos e expectativa de corte de juros no segundo semestre. O banco americano aponta que a aprovação de reformas fiscais e o avanço da agenda econômica podem destravar a Bolsa. "O Brasil oferece um dos melhores custo-benefício entre os mercados emergentes", afirmou o estrategista-chefe para América Latina, em relatório enviado a clientes.

Focus: mercado reduz projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana

O Boletim Focus, do Banco Central, mostrou nova redução na projeção do IPCA para 2026, passando de 4,80% para 4,72% — a terceira queda consecutiva. A mediana das expectativas para a Selic no fim do ano permanece em 14,25%, com viés de baixa. O mercado também reduziu a estimativa de crescimento do PIB para 2,1%.

Dólar ronda estabilidade com guerra no Oriente Médio em foco

O dólar comercial opera próximo da estabilidade nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 5,72, enquanto investidores monitoram os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Os ataques americanos ao Irã pelo nono dia consecutivo e a explosão de dois petroleiros no Estreito de Ormuz elevam a aversão ao risco global. "O cenário geopolítico continua sendo o principal driver para o câmbio", destaca a economista-chefe da Galapagos Capital.

Ibovespa Futuro sobe com alívio nas tensões entre EUA e Irã e queda do petróleo

O Ibovespa futuro opera em alta de 0,6% nesta manhã, impulsionado por sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã. O ministro do Petróleo iraniano afirmou que o país está aberto a negociações com os EUA, o que fez o petróleo Brent zerar os ganhos recentes, recuando 1,2% para US$ 84,50. A trégua momentânea alivia as pressões inflacionárias e reduz o prêmio de risco nos ativos brasileiros.

Petróleo zera alta após fala de ministro do Irã sobre negociações com EUA

O petróleo Brent interrompeu uma sequência de altas e opera em queda de 1,2%, cotado a US$ 84,50, depois que o ministro do Petróleo do Irã declarou que o país recebeu propostas de mediadores para negociar com os Estados Unidos. "Os direitos do Irã sobre o Estreito de Ormuz são inegociáveis, mas estamos abertos ao diálogo", afirmou o ministro, em entrevista à TV estatal. O mercado interpretou a fala como um sinal de possível desescalada do conflito.

BRB, Raízen, Helbor, Casas Bahia e mais ações para acompanhar nesta segunda-feira

Entre os destaques corporativos do dia, o BRB anunciou novo plano de expansão de crédito imobiliário; a Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1, sob risco de deslistagem; a Helbor divulgou prévia operacional com aumento de 15% nas vendas; e a Casas Bahia informou reestruturação de dívidas. O mercado acompanha ainda a Vibra, que renovou máxima histórica, enquanto a Marcopolo segue pressionada por resultados fracos.

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Raízen recebe prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar ações acima de R$ 1

A B3 concedeu à Raízen (RAIZ4) um prazo até março de 2027 para que suas ações voltem a ser negociadas acima de R$ 1, evitando o desenquadramento dos requisitos de listagem. Atualmente, o papel é cotado a R$ 0,92. A companhia poderá realizar grupamento de ações ou outras medidas para atender à exigência. O prazo foi estendido em função do plano de reestruturação em andamento.

Desvalorização da moeda do Irã bate recorde: 1,95 milhão de riais por dólar

A moeda iraniana, o rial, atingiu um novo recorde de desvalorização, sendo negociada a 1,95 milhão de riais por dólar no mercado paralelo. A queda acentuada reflete o agravamento das sanções internacionais e a escalada do conflito com os Estados Unidos. A inflação no Irã já ultrapassa 50%, e a população enfrenta escassez de alimentos e medicamentos.

Krugman: "Tarifas de Trump visam punir Pix, mas dificilmente terão efeito"

O economista e prêmio Nobel Paul Krugman afirmou, em artigo no The New York Times, que as tarifas propostas por Donald Trump contra o Brasil têm como alvo indireto o sistema de pagamentos instantâneos Pix. "A intenção é punir o Brasil por inovações que ameaçam o oligopólio dos cartões de crédito americanos, mas a medida dificilmente terá efeito prático", escreveu Krugman. Ele destacou que o Pix é um sucesso global e que tarifas comerciais não conseguirão frear sua adoção.