Um levantamento realizado pela XP Investimentos revelou que apenas cinco fundos multimercado conseguiram superar o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) no acumulado de 2026. O resultado contrasta com a média do setor, que sofreu com a volatilidade dos mercados globais e as incertezas fiscais domésticas.
Estratégias comuns entre os vencedores
Os gestores dos fundos que bateram o CDI adotaram posições em juros reais, com exposição a títulos atrelados à inflação, e proteção cambial contra o dólar. Além disso, evitaram alavancagem excessiva e mantiveram caixa elevado em momentos de turbulência.
Segundo André Krummenauer, especialista em fundos da XP, “esses gestores souberam navegar o cenário de juros altos e risco fiscal sem tomar riscos desnecessários”.
Desempenho do mercado
O Ibovespa futuro opera em alta nesta segunda-feira (20), impulsionado pelo alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã e pela queda do petróleo. O mercado acompanha ainda a desvalorização recorde da moeda iraniana, que atingiu 1,95 milhão de riais por dólar.
No Brasil, o Focus reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva, para 4,85%. A expectativa para a Selic permanece em 14,25% ao ano.
Outros destaques
A Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. Já a Vibra Energia renovou máxima histórica, enquanto a Marcopolo segue pressionada.
No exterior, o Ryanair registrou queda no lucro do primeiro trimestre fiscal, com tarifas menores e alta do combustível. Os preços do minério de ferro recuaram com a fraca demanda sazonal chinesa por aço.



