Os contratos de minidólar com vencimento em agosto (WDOQ26) encerraram a última sessão (13/07) com alta de 0,44%, aos 5.160 pontos, interrompendo a sequência recente de perdas. No cenário externo, o dólar voltou a ganhar força diante de outras moedas emergentes após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Os novos ataques entre os dois países, o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã e a resposta do governo americano elevaram a aversão ao risco e impulsionaram os preços do petróleo, enquanto os investidores seguiram atentos aos impactos desse cenário sobre os mercados globais.
Contexto doméstico e indicadores
No Brasil, o câmbio acompanhou o movimento externo, em um dia marcado também pela divulgação do Boletim Focus e por uma nova pesquisa eleitoral. Para os traders de dólar, o foco permanece no cenário geopolítico, na trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos e no comportamento do petróleo, fatores que seguem ditando a direção e a volatilidade do mercado cambial.
Análise técnica: gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar retomou o fluxo comprador e voltou a fechar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando melhora no curtíssimo prazo. Apesar disso, o contrato ainda encontra dificuldade para superar a média móvel de 200 períodos, que segue como a principal resistência imediata. Para que o movimento de alta ganhe força, considero essencial o rompimento da faixa de 5.165,5/5.185,5 pontos. Caso isso ocorra, o contrato poderá buscar 5.196/5.209,5 pontos, tendo como alvo seguinte a região de 5.218,5/5.237,5 pontos. Por outro lado, se voltar a perder força, acompanho a região de 5.152/5.142,5 pontos como primeiro suporte relevante. A perda dessa faixa poderá intensificar a correção em direção a 5.132/5.125 pontos, com alvo mais longo em 5.119/5.099 pontos.
Análise técnica: gráfico diário
No gráfico diário, avalio que o movimento da última sessão representa uma recuperação, mas o cenário principal ainda permanece baixista. O contrato segue negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que exige cautela antes de considerar uma reversão mais consistente. Para que o ativo volte a construir um movimento de alta, será necessário superar a região de resistência entre 5.218,5 e 5.269,5 pontos. Se houver rompimento dessa faixa, os próximos objetivos passam a ser 5.340, 5.507 e 5.533 pontos. Por outro lado, caso volte a prevalecer o fluxo vendedor, observo a região de 5.125/5.064 pontos como principal suporte. A perda desse intervalo poderá acelerar as quedas em direção a 4.981 e 4.912 pontos. O IFR (14) está em 47,27 pontos, permanecendo em região neutra.
Análise técnica: gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo uma melhora no comportamento do contrato, que voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, favorecendo uma tentativa de recuperação no curto prazo. Para confirmar esse movimento, será necessário romper a região de 5.165,5/5.196 pontos. Se essa resistência for superada, o fluxo comprador poderá ganhar força em direção a 5.218,5/5.237,5 pontos, com projeções para 5.258 e 5.266,5 pontos. No cenário contrário, acompanho a faixa de 5.143/5.125 pontos como principal suporte. Se houver rompimento, a pressão vendedora poderá aumentar, levando o contrato para 5.099/5.080 pontos, com objetivo mais longo em 5.064 e 5.036 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráficos elaborados por Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T.



