O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta sexta-feira (28) o Desenrola Adimplentes, nova modalidade do programa de renegociação de dívidas que agora se volta para consumidores que mantêm seus pagamentos em dia. A iniciativa pretende ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis para quem enfrenta os altos custos dos empréstimos no Brasil, especialmente entre trabalhadores informais.
Como funciona o programa
O critério principal para participar do Desenrola Adimplentes é ter quitado ao menos quatro parcelas de dívidas de até R$ 15 mil. O programa oferece linhas de crédito com juros reduzidos e prazos estendidos, visando evitar que bons pagadores migrem para a inadimplência devido às taxas elevadas praticadas no mercado.
De acordo com o governo, a medida busca beneficiar milhões de brasileiros que, mesmo pagando contas regularmente, enfrentam dificuldades para obter crédito barato. "Queremos que o trabalhador que paga suas contas em dia tenha acesso a condições melhores do que as oferecidas atualmente", afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o anúncio.
Impacto esperado
O programa prevê a liberação de R$ 30 bilhões em crédito nos primeiros 12 meses, segundo estimativas oficiais. A expectativa é que a iniciativa ajude a reduzir a inadimplência e estimule a economia, ao facilitar o acesso a recursos para consumo e investimentos.
O Desenrola Adimplentes é uma ampliação do Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas lançado em 2023. Enquanto a versão original focava em devedores negativados, a nova etapa mira os adimplentes, com o objetivo de prevenir o endividamento excessivo.
Detalhes operacionais
As instituições financeiras participantes oferecerão linhas de crédito com taxas de juros até 50% menores que as médias do mercado, segundo o Ministério da Fazenda. O programa será operacionalizado por meio de plataforma digital, onde os interessados poderão simular e contratar as operações.
"É um passo importante para democratizar o crédito no Brasil", declarou o presidente Lula. "Os bons pagadores não podem ser penalizados com juros altos."



