O Itaú BBA reforçou sua preferência por empresas brasileiras com receitas em moeda forte como forma de proteção cambial em um cenário de maior volatilidade do dólar. Em relatório assinado pelos analistas Bruno Tomazetto, Daniel Gasparete, Daniel Sasson e Monique Greco, o banco destacou Embraer (EMBJ3), Petrobras (PETR3; PETR4), Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3) entre as principais escolhas para investidores que buscam exposição a companhias beneficiadas por uma eventual valorização do câmbio.
Mercado cambial precifica cenário mais otimista que outros ativos
Para os estrategistas do banco, a avaliação é de que o mercado cambial está precificando um cenário mais otimista para o país do que outros ativos locais. Segundo Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani, que assinam o relatório, enquanto o mercado de renda fixa continua refletindo uma visão mais cautelosa sobre o Brasil, especialmente por causa das preocupações fiscais, o câmbio e a bolsa apresentam uma percepção menos pessimista, influenciada pela maior participação de investidores estrangeiros.
Real negocia próximo do valor justo histórico
O banco observa que o real negocia próximo do valor considerado justo em termos históricos e que o mercado de câmbio vem embutindo uma leitura mais construtiva para o cenário brasileiro. Segundo o BBA, setores como Óleo e Gás, Bens de Capital e Papel e Celulose apresentaram desempenho positivo em períodos anteriores de alta do dólar. A instituição também destacou que o mercado acionário brasileiro possui forte correlação com a taxa de câmbio real efetiva.
Embraer é a principal escolha em bens de capital
Entre as recomendações, a Embraer aparece como a principal escolha em bens de capital, devido à operação dolarizada e ao crescimento esperado nos negócios de aviação executiva e serviços. A Petrobras é apontada como destaque no setor de petróleo, com exposição aos preços internacionais da commodity e potencial de geração de caixa.
Suzano e Vale: beneficiárias do câmbio e geração de caixa
No setor de papel e celulose, a Suzano é vista como uma das maiores beneficiárias do câmbio, já que tem receitas majoritariamente em dólar e custos concentrados em reais. Já a Vale é destacada pela geração de fluxo de caixa e possibilidade de retorno aos acionistas. O banco também citou JBS (BDR: JBSS32), SLC Agrícola (SLCE3), WEG (WEGE3), Marcopolo (POMO4), Gerdau (GGBR4) e Prio (PRIO3) como alternativas para investidores interessados em empresas com maior exposição ao dólar.



