Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão perto de atingir a marca de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Gestores do setor destacam que, apesar do crescimento expressivo, ainda há muito espaço para expansão no Brasil.
O que explica o avanço dos FIDCs?
O aumento dos FIDCs é impulsionado pela busca por alternativas de crédito privado, especialmente em um cenário de juros elevados. Os fundos oferecem rendimentos atrativos para investidores e fontes de financiamento para empresas. De acordo com gestores, a diversificação de ativos e a melhora na regulação têm atraído mais recursos.
Por que ainda há espaço para crescer?
Especialistas apontam que o mercado de FIDCs no Brasil representa apenas uma fração do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto em países desenvolvidos essa participação é maior. “Ainda temos um enorme potencial de penetração, especialmente em setores como agronegócio, imobiliário e pequenas empresas”, afirma um gestor ouvido pela reportagem. Além disso, a digitalização e o uso de tecnologia para análise de crédito devem ampliar o alcance dos fundos.
Impactos para investidores e economia
O crescimento dos FIDCs beneficia tanto investidores, que buscam rendimentos acima da inflação, quanto empresas, que obtêm crédito sem depender exclusivamente dos bancos. No entanto, gestores alertam para a necessidade de due diligence na seleção de ativos, pois o risco de inadimplência pode afetar os retornos. A tendência é de que o mercado continue se expandindo, com novos produtos e maior profissionalização.



